sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Dinâmica da Renovação Espiritual

 

Existem duas patologias espirituais. Alguns cristãos tem uma limitada compreensão do seu pecado. Necessitam ver seu pecado desde uma perspectiva em que Deus é o centro. Outros se sentem insuficientes, contudo, tem uma conceito teórico com respeito a justificação pela fé. Necessitam ver com a justificação chega a ser base para suas atividades cotidianas. Se faltar a consciência do pecado como também a aceitação do amor de Deus, o evangelho não pode operar. Quando chamamos as pessoas para o evangelho, nos a fazemos ter um arrependimento radical e a descansar completamente em Cristo por meio da fé.
A renovação é uma obra divina na qual a igreja é embelezada e revestida de poder pois as operações normais do Espirito Santo são intensificadas. Estas são: a. convicção do pecado, b. deleite/segurança da graça e do amor do Pai e c. acesso a presença de Deus.
Para poder experimentar estas operações , o primeiro fundamento é ter uma sã doutrina, já o que o evangelho é verdade. A menos, que a verdade seja entendida de maneira intacta e completa, não pode conferir seus efeitos renovadores. A outra condição é uma vida de oração persistente e disciplinada, em que não somente se levantam petições, mas também se busque o rosto de Deus para conhecê-Lo. Quando o poder de Deus se faz evidente, começam a ocorrer certa dinâmicas. Corporativamente, o derramar divino se comprova em uma paixão marcante e uma liberdade na adoração. Uma segunda marca é a profundidade do ensinamento e educação cristã. O amor pela Palavra é uma marca distinguível da obra do Espirito. Outra evidencia da presença divina é um visível amor nas relações entre os crentes. Ademais, os membros de uma igreja renovada se sentem entusiasmados de compartilhar com os outros acerca de Deus e sua glória. Finalmente, o avivamento produz vários indivíduos comprometidos com a ação social e a reforma da cultura.
Para ser um ministro do evangelho eficaz, o plantador de igrejas deve descobrir e aplicar continuamente o evangelho. Isto trará crescimento e renovação – Cl 1:6-. A renovação espiritual é um encontro com o Deus vivo, a verdade do evangelho incendiada dentro de nós. Contudo, como o evangelho nos renova? Quais são as condições para sua operação? Quais são as dinâmicas por meio das quais opera? .

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Que marcas mostra ao operar?
Cada uma das duas condições básicas para o avivamento podem ser chamadas como um eixo, sendo que cada um equilibra ao tratar do coração humano.

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Eixo Lei do Amor
O primeiro balanço é a lei do amor, devemos enfatizar tanto a santidade como a justiça de Deus e seu amor e misericórdia absolutos. A essência da renovação é compreender a graça de Deus em toda sua verdade – Cl. 1:6- e a essência da experiência cristã é glorificar a gloriosa graça de Deus – Ef. 1:6-. A única maneira para ver a gloria da graça é ver tanto a lei e o amor de Deus cumprir-se plenamento na cruz. Estes não devem ser ensinados como se fossem coisas opostas, mas como complementados perfeitamente em Cristo.
Primeiro, deve ver a absoluta santidade de Deus, a magnitude de sua deidade, a categórica necessidade do justo castigo de Deus sobre o pecado, e assim a completa desesperança da sua condições de inabilidade. Por que? Se você não se vê assim, então, o conhecimento do perdão e libertação não serão eletrizantemente maravilhosos. Por outro lado, necessitamos ver que sua salvação é um ato absolutamente gratuito, deve ver que a absoluta liberdade da sua salvação – somos santos perante Deus- e a riqueza – somos adotados- e sua permanência- não há condenação-. Por que? A menos que não vejamos assim, não teremos segurança em nossa alma e consciência para enfrentar o pecado que está em nossos corações.
Muitas pessoas não aceitam a completa verdade da santidade de Deus ou do nosso pecado , como também nem a nossa total e permanente aceitação. Estas atitudes indicam uma perca tanto da compreensão como da experiência da graça de Deus, e despedaçam as dinâmicas da renovação espiritual. Todas as marcas únicas da vitalidade crista: coragem ainda que humilde, forma ainda que liberdade, verdade ainda que amor, fluem desta perspectiva de amor e da lei de Deus levadas a cabo de uma vez para sempre por Jesus na cruz. A sentença da graça é expressada perfeitamente nas palavras do filho prodigo: Pai ...já não sou digno de ser chamado teu filho (Lc 15,21). Não somos dignos de ser filhos, mas sabemos que temos um direito absoluto de nos aproximarmos de Ele como Pai. Esta é a experiência essencial transformadora do evangelho! Se pensarmos que somos dignos por nossas obas obras, não teremos poder espiritual em nossas vidas. As dinâmicas da renovação requerem que tenhamos em vista e nos apropriamos destas ambas perspectivas.
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O eixo da Teologia- espiritualidade.
O segundo eixo está entre a teologia e a espiritualidade. O evangelho é primordialmente verdade, um corpo com conteúdo. Mas, devemos enfatizar tanto a necessidade de compreender e estudar a verdade crista como nossa experiência desta verdade por meio da presença e poder do Espírito Santo. A idéia da renovação espiritual pode ser comparada a uma combustão. Se há combustível – a madeira- e calor- uma chama- se dará a combustão. Na renovação espiritual, o combustível é a verdade do evangelho e a chama é o Espirito Santo aplicando a verdade ao coração. Ocorre , então, um encontor com o Deus verdadeiro ao qual a verdade assinala. O fogo resultante é o que lemos no livro de Atos: vidas e igrejas cristãs vibrantes.
O cristianismo é muito racional para o misticismo e muito místico para o racionalismo. Quando um cristão ou uma igreja enfatiza o cognitivo excluindo o experimental, ou o experimental excluindo o cognitivo, se perde a dinâmica da renovação. Ambos devem ser enfatizados com a mesma intensidade sem confrontar-se um com o outro pois são complementares. A verdade que experimentamos!!! Sem mais delongas, é essa mesma experiência que nos desperta o apetite por mais verdade.

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Nota: Já que os avivamentos tem tanto poder que muitas vezes criam tensões dentro da igreja em geral. Como o avivamento é ortodoxia viva, ameaça quem quer se fixar em um dois extremos. Algumas pessoas tem uma ortodoxia morta, isto é, são doutrina mas teme em enfatizar a experiência e a atividade. Outros vivem numa heterodoxia, pessas que tem tanta preocupação com a vida e a sociedade que rechaçaram a idéia de autoridade bíblica e de fé ortodoxa. Um lado criticaram as igrejas renovadas porque estas eram muito radicais e outro lado a combatia como muito primitivas. Esta polarização é inevitável. E, sem mais, as igrejas renovadas podem agravar esta tensão – e assim afetando a renovação- quando se deixam levar pelo orgulho espiritual.
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Dinamicas individuais.
No coração do homem o evangelho opera da seguinte maneira:
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Arrependimento.
Em primeiro lugar, o Espírito Santo conduz a pessoa a um nível profundo de arrependimento. Uma parte do arrependimento é localizar a vontade contra as atitudes pecaminosas. Contudo, na renovação espiritual seus olhos se abrem para ver formas mais profundas e sutis de carnalidade em seu coração, donde surge a conduta pecaminosa, atitudes enraizadas em sua alma e valores que servem como formas de obras de auto justificação e vontade carnal. Todos os cristãos conservam formas de tentativas de controlar suas próprias vidas por meio de estratégias residuais da auto salvação, maneiras de continuar a busca de serem aceitos por nossos esforços. Para isto, fixamos nossos corações em coisas criadas como o trabalho, amor, posses, romance, fama e outras como tais.
Por que os cristãos fazem isto? Pela mesma razão que fazem os não-cristaos. O mundo afasta idéia a idéia de que a. somos pecadores completamente inábeis e impotentes e que b. a salvação é totalmente gratuita e imerecida. Se isso é verdade, então, Deus é senhor absoluto. Romanos 1 nos diz que o conhecimento de Deus é inato, mas que os homens desejaram manter oculto os segredos de suas próprias vidas de maneira que impediram dar a deus um nível de agradecimento que Ele merecia. Em seu lugar louvaram aquilo que foi criado como se fosse sua salvação, desviando da verdade da nossa absoluta dependência dEle.
A renovação espiritual não começa simplesmente quando nos damos conta que um que se preocupa muito, outro nem se preocupa, ou que um é egoísta ou que tem maus hábitos. A renovação espiritual não começa quando o Espirito nos mostra por que temos esse pecado particular. Começa quando começamos a ver que nossos problemas vem pór nossa resistência a idéia de graça, que estamos cheios de auto justificação e, portanto, de uma vontade carnal. O avivamento sempre requer que se abandone os ídolos- Jz 10:10-16 e Ex 33:1-6-. Na medida que esta obra de arrependimento progride, o cristao começa a sentir uma fome maior pelo amor e pela presença de Deus.
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Fé
Em segundo lugar, a renovação se completa quando o Espirito Santo dá ao cristão, uma nova compreensão e experiência de sua posição frente a Deus, isto é, de ser completo, amado e adotado em Cristo. As dinâmicas da renovação individual são como um pendulo. Quanto mais vemos que temos oscilado quando havia pecado faz com que seja maior a experiência da graça e amor de Deus ! Quanto mais nos vemos em nossa pecaminosidade e duvida, mais precioso e maravilhoso será para nós o valor da cruz.
Isto quer dizer que o cristão se renova por meio da comunhão com Deus- IJo 1:3 - . Esta é uma experiencia real de sua presença que ocorre quando o espírito transforma a verdade da palavra em uma realidade vivida afetando o coração. Paulo orava pelos efésios: para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais robustecidos com poder pelo seu Espírito no homem interior, que Cristo habite pela fé nos vossos corações, a fim de que, estando arraigados e fundados em amor, possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus.(Ef. 3:16-19). Isto quer dizer que os conceitos intelectuais podem afetar nossas emoções e vontade de modo permanente.
Mas também quer dizer que um cristão é renovado por meio de experimentar o amor da adoção. Pois, a renovação nos conduz a certeza de que realmente pertencemos a família de Deus. Quando experimentou o Espirito Santo escutou uma voz que dizia: E veio uma voz dos céus que dizia: Tu és meu filho amado, em que me comprazo” (Mc 1:11). Todos os cristãos experimentam o poder do Espirito Santo da mesma maneira. Sua tarefa é poderosamente afirmar para nós que somos filhos amados de Deus – Rm 8.15-16-. Derrama seu amor em nossos corações – Rm 5.5-. Esta certeza do amor adotivo se dá em vários modos. Algumas vezes pode ser um Tsunami e vamos com um arrojo incrível na pregação (At. 4.31). outras vezes, é como um suave gotejar que debilita e acaba com o nosso temor. Mas um cristão renovado sempre vive por fé como um filho ou filha de Deus. Nos dirigimos a Ele como nosso Pai, e não a um patrão, tirano, ou um alguém com poder distante de nós.
Uma maneira pela qual o Espírito aplica o evangelho a toda a igreja pode ser comparada a um motor de dois tempos. O primeiro tempo é o da tomada de compreensão. Neste o pistão move para cima até o cilindro injetando uma mescla de ar e combustível e o comprime. Logo, por meio de uma faísca a mescla explode. Isto causa um segundo tempo é a força. Neste o pistão é empurrado pra baixo pela combustão. Isto cria o movimento. O pistão transfere esse movimento por meio de barra até as rodas.
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Tempo de partida.
Dentro das atividades que conduzem ao avivamento em uma igreja estão: 1. A oração centrada no reino, 2. A proclamação do evangelho com profundidade. A oração centrada no reino se concentra na necessidade da igreja de poder e da presença de Deus, da gloria e o reinado de Deus,antes que os pedidos por necessidades pessoais. Esta permanentemente cheia de arrependimento, contudo, intercede a Cristo ascendido como seu advogado e o diretor do seu reino no mundo. A oração de coragem, humildade e nunca programada. Deve ser um movimento pelo qual caminha a congregação e sua gente.
Ademais, a igreja deve apresentar o evangelho as pessoas por meio da pregação, ensino e conselho. Como foi mencionado anteriormente, esta é uma ênfase intecional tanto na santidade/lei de Deus como também no amor/misericórdia do Pai ao mesmo tempo, provendo um balanceado realce na sã doutrina como na aplicação pessoal da verdade até o coração e a vida. Se traçarmos um eixo e compararmos cada ponto de balanço poderemos avaliar marcando num gráfico quanto a comunicação do evangelho da igreja está servindo como uma condição para o avivamento. Somente quando a marca esta no centro dos extremos, o calor espiritual pode ser gerado. Esta comunicação e oração chegam a ser a mescla de combustível com que o ar que é Espírito poderá acender.
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Combustão
Como já tínhamos dito, as dinâmicas da renovação espiritual são como um pêndulo, quanto mais profundo é o arrependimento, mais nos carrega a uma maior confiança e segurança no amor. Esta é a experiência filial – Rm 8.15-16-. Quando esta dinâmica individual é 1. Forte- sujeita a graduações- e 2. Disseminada na congregação, então, esta combustão pode acontecer em toda a igreja. Se desata uma dinâmica de renovação corporativa.
Esta combustão é vista em duas explosões que sempre estão presentes em algum lugar. 1. Primeiro há um embelezamento da igreja, Moises desejava que a presença de Deus baixasse no meio de Israel de modo que o mundo pudesse ver a gloria de Deus em suas vidas distinguidas das demais- Ex. 33.16. Em Atos 2.42-47, nos diz que uma comunidade cristã avivada está cheia de pessoas humildes, sensíveis e seguras e também valentes, generosas, sinceras e alegres, tendo o favor de todo o povo da comunidade em volta. Havia uma preciosa paz na igreja. Como conseqüência: 2. A igreja crescia significativamente por meio das conversões. Por que? Os não cristãos se sentiam atraídos aos cristãos e a sua comunidade. Por outro lado, os cristãos em sua sensação de certeza não tinham temor de dar testemunho de sua fé. Como resultado, o crescimento da igreja pode ser explosivo como testemunha Atos 2.47, E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.
Note: Muitas pessoas pensam que qualquer derramamento emocional é um avivamento espiritual. Somente quando a emoção é o resultado das dinâmicas da renovação pessoal (uma experiência do evangelho lei-amor), então, o resultado será o embelezamento que o mundo percebe e que conduz a troca rela do caráter e significativo crescimento da igreja.

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Tempo de força
Posteriormente, se as dinâmicas de renovação são fortes, estas impulsionam aos novos cristãos a comunidade. A medida que o numero de cristãos cresce e se incrementa sua compreensão das implicações do evangelho para toda a vida, duas atividades que podem mudar o mundo ao redor da igreja vem como resultado. Primeiro, o evangelho implica uma vida de serviço as pessoas em necessidade. Portanto, os avivamentos historicamente vem acompanhados de boas obras, isto é, cristão que respondem as necessidades sociais, juntando-se ao seu meio, para resolver os problemas sociais de suas comunidades.

Isto leva os cristãos a estabelecer novos ministérios de misericórdia e justiça para ajudar e edificar aqueles em necessidade. A medida que os cristãos se convertem, seus recursos são usados generosamente, e assim, os que não tem Cristo são convertidos, isto vai transformando seu caráter trazendo uma esperança de serem capazes de melhorar sua situação social e econômica. Como também, o evangelho implica que devemos colocar nossas vidas por inteiro a seu serviço. Desta maneira, os cristãos começam a usar valores do reino ao conduzir seus negocio, ciência, arte, atividades acadêmicas. Esta renovação cultural tem um efeito profundo em toda sociedade.

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Marcas Individuais.
A renovação espiritual nasce de contemplar a obra de Cristo, que satisfez plenamente a lei e o amor de Deus. William Cowper descreve maravilhosamente seu impacto.
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Ao ver a Lei por Cristo satisfeita
E ouvir sua voz de perdão,
Transforma o escravo em filho e o dever em eleição

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Este processo de transformação é explicado nas obras de Jonathan Edwards, em The Distinguishing Marks of the Spirit of God e The Religious Affections . Resumindo o que ele disse que a renovação verdadeira tem 3 marcas :

1. Há uma mente iluminada. A verdade é iluminada por uma luz divina e sobrenatural. Todo receptor sabe que é assim, a verdade começa a pressionar sobre o coração de maneira que possamos: a. ter um sentido de sua beleza; b. ver suas implicações pessoais.
2. Há um coração que responde. Como vemos a lei e o amor de Deus satisfeitos, nos humilhamos e nos decidimos corajosamente que já é hora de conhecermos quem somos através da graça. Isto é algo único. Sem evangelho, a humildade e a coragem somente podem crescer a cargo de uma ou de outro.
3. acontece uma vida transformada. A única maneira de saber que a renovação não é uma mera experiência emocional, é saber se ela está enraizada na verdade, de coração, é ver que acontecem transformações permanentes no caráter e na conduta. Estas serão graduais, mas sempre permanentes.
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Marcas Corporativas
Assim como a experiência da tensão lei-amor conduz a respostas únicas dentro do individuo, também produz tais na igreja renovada.
1. Doutrinal e também relacional. Sem o evangelho, as igrejas tem que enfatizar a verdade e os princípios que concernem as necessidades das pessoas. Mas, nas igrejas renovadas há uma ênfase tanto no ensino como na aplicação da verdade, como sobre ser companheiro e as relações interpessoais em geral. Não se faz uma escolha entre verdade e amor, ambos acontecem.
2. Palavra e ação. As implicações do evangelho conduzem os cristãos ao amor tanto em palavra como em ação. Por ser o evangelho verdade é natural que o desejo de espalhá-lo, desta maneira as igrejas renovadas são fortemente evangelísticas. Contudo, como somos salvos pelas riquezas de Cristo apesar da pobreza moral nossa, os cristãos sentem compaixão pelas pessoas que são materialmente pobres também.
3. Tanto formal como livre. Uma igreja renovada evita os problemas das igrejas moralistas e pragmáticas. Muitas igrejas conservadoras atribuem a Bíblia, costumes que são meramente culturais. Por outro lado, muitas igrejas liberais atribuem a ensinos bíblicos, um imperativo absoluto de elemento cultura. As igrejas renovadas se sujeitam as verdades bíblicas, contudo, são culturalmente flexíveis e criativas pois vivem na liberdade do evangelho.
4. Adoração em espírito e em verdade. Uma igreja renovada evita ter uma adoração do tipo escola dominical – orientada somente ao cognoscitivo- tanto como ao estilo oprimido - orientado ao emocionalismo-. Acontece uma adoração tanto espiritual como baseada na verdade. Será tanto meditativa como dinâmica.
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Resumo: a renovação e o avivamento não ocorrem como conseqüência de que algumas pessoas se voltem a valores tradicionais, mas somente quando por meio Espírito Santo, as pessoas veem a si mesmas como pecadores perdoados, ímpios justificados em Cristo – Rm 4.5-. Isto é o que traz o poder. Esta experiência galvaniza e embeleza a igreja. A igreja pode ter afirmado a verdade em geral, mas as verdades bíblicas sozinhas são como palhas sem chama. Com a convicção do Espírito Santo, o fogo desce sobre a palha. As pessoas experimentam sua adoção, isto as leva a ter cultos de adoração cheios da presença de Deus. O que por sua vez conduz ao crescimento da igreja por meio de conversões, saúde social e renovação cultural.

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fonte: KELLER, Timothy et THOMPSON, J. Allen Manual para plantadores de Iglesias, p. 178-185

Cidades

 

Por que as cidades são importantes para as igrejas cristãs?
Uma perspectiva bíblica das cidades
Por que Deus levanta as cidades?


Hebreus 11:10 – porque esperava a cidade que tem fundamento, cujo arquiteto e construtor é Deus”. Deus começou a historia em um Jardim, mas, irá termina-la em uma cidade (Ap. 21). Deus manda a Adão a multiplicar-se e desenvolver uma civilização que o glorifique (Gn 1:27-28). Adão fala e Deus, por meio de Cristo, o segundo Adão, têm a civilização que o glorifica. Contudo, tanto Hebreus como Apocalipse nos mostra que o mundo Ele deseja é urbano. A esposa do Cordeiro é uma Bonita cidade, radiante com a Gloria de Deus – Ap. 21.10-11. Ao ver a Nova Jerusalém, descobrimos que no meio dela há um rio de cristal e a Arvore da Vida, produzindo frutos e folhas que sanam as nações do efeito da divina maldição do pacto. Esta cidade é o jardim do Edem recriado. A cidade é o cumprimento dos propósitos de Deus para o Edém.
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Isto é somente uma metáfora? Deus é um pai que está edificando uma família espiritual. Isto quer dizer que ainda que a família terrena seja uma instituição corrupta pelo pecado, devemos buscar a redenção e reedificação das famílias humanas. Para tanto, Deus é um construtor de cidades que está edificando uma cidade espiritual. O que significa que ainda que as cidades terrenas são instituições corruptas pelo pecado, devemos buscar redimi-las e reedifica-las. Da mesma maneira, que redimimos as famílias humanas, ao expandir nelas a família de Deus, assim mesmo devemos redimir as cidades humanas por meio da expansão entre elas da cidade de Deus. Sabemos que o poder do matrimonio é tal que como funciona o matrimonio assim vai funcionar ou não sua vida. Assim também é o poder da cidade que é tal que do modo como anda a cidade, assim também caminhara a sociedade inteira.

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O porquê Deus levanta as cidades.
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um lugar de refúgio para o débil e diferente. A. debaixo de Deus: a cidade foi criada para ser um lugar de refugio para os criminosos, animais, vagabundos. Por sua natureza, a cidade é um lugar onde as minorias podem agrupar-se para encontrar ajuda em uma terra estranha. Onde os asilados podem encontrar refugio e onde os pobres podem ter uma melhor oportunidade de sobreviver. A cidade sempre é um lugar mais misericordioso para minorias de todos os tipos. As maiorias dominantes geralmente não gostam das cidades, mas são os deveis e os indefesos que a necessitam. Eles não podem sobreviver nos subúrbios ou em pequenas vilas. Assim mesmo, diferente das aldeias e povoados, as cidades são lugares para a diversidade. Elas refletem a Cidade onde haverá gente de toda língua, tribo e nação. Devido ao pecado: a cidade se converte em um refugio de Deus, onde as pessoas com estilo de vida anormais podem esconder-se devido a tolerância natural que a cidade produz, já que tem seres tão distintos. Assim mesmo, com o pecado, esta diversidade produz ódio, tensão e violência entre os diferentes grupos.
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Um centro de desenvolvimento humano e cultural. A). debaixo de Deus: a cidade estimula e converge os dons, capacidades e talentos das pessoas, as profundas potencialidades do coração humano. Isso ocorre, trazendo pessoas para entrar em contato com 1. Aqueles que são diferentes de um – muito diversos e provenientes de diferentes perspectivas de um mesmo, e 2. Com aqueles que são tão bons ou os melhores que um mesmo. A concentração de talento humano, tanto por competência como por cooperação, produz magníficas obras de arte, ciência, tecnologia, cultura. A cidade os movimenta e se esforça para alcançar a excelência. B). Debaixo do Pecado: a cidade é estressante, o que pode levar a exaustão. Além disso, a cidade conduz os seres humanos a ambição de darem-se um nome a si mesmos, Gn. 11:4. O egoísmo, orgulho e arrogância são exacerbados dentro da cidade. Já que Deus a inventou como uma mina cultural, se pode extrair da cidade qualquer coisa que está no coração humano, o melhor e pior da humanidade.
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Um lugar de busca espiritual e edificação do tempo: a. Debaixo de Deus: a cidade é um lugar onde Deus habita no seu centro- na terrena Jerusalém, o templo se levanta como o ponto central integrador da arquitetura da cidade e o ápice de sua arte, ciência e tecnologia. Ainda hoje, há uma intensidade da cidade na conversão das pessoas em exploradoras espirituais. B. Debaixo do pecado: como na antiguidade, a cidade se levanta ao redor dos zigurates, verdadeiras pistas de aterrissagem para o deus da cidade, de igual maneira, hoje as pessoas são atraídas aos arranha-céus onde podem adorar a si mesmas e ao dinheiro. As cidades são as criadoras de cultos religiosos, ídolos e falsos deuses. Como as cidades engendram interesse espiritual, quando os cristãos abandonam as cidades,os interessados caem nas mãos dos ídolos e das heresias.
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Em resumo: Em cada cidade terrena há duas cidades competindo pelo controle. São as cidades dos homens e a cidade de Deus – veja a obra de Santo Agostinho, a Cidade de Deus -. Ainda que a luta entre esses dois reinos ocorre em todas as partes do mundo, as cidades terrenas são as frentes de batalha, os lugares onde os combates são mais intensos, e onde as vitorias são mais estratégicas. Devido ao poder da cidade, ela é o principal objetivo das forças das trevas, porque ganhar a cidade, define o curso da vida humana, sociedade e cultura. Portanto, em geral, a cidade é o lugar critico onde ministrar .
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Implicações para as igrejas cristãs.
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A quem podemos alcançar na cidade. Se a igreja cristã deseja realmente transformar o pais e a cultura, deve ir até as cidades, não deve ficar nos subúrbios ou em zonas residenciais distantes do centro. Ali vivem três diferentes tipos de pessoas que exercem tremenda influencia em nossa sociedade. Não podemos alcançá-los nos subúrbios. São. 1. As elites que controlam a cultura e que a seculariza. 2. As massas de novos imigrantes que nos próximos 30 anos se integrarão na sociedade em geral. .

3. O pobre, cujos dilemas cada vez mais se aprofundam e afetam o país.
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Por que podemos alcançar as cidades? Wayne Meeks, de Yale, no seu livro The First Urban Christians, mostra que o trabalho missionário de Paulo centrava nas áreas urbanas. Ia aos grandes centros populacionais, e ignorou os povoados pequenos e as zonas rurais. O cristianismo se expandiu melhor através das cidades do império romano do que as zonas rurais. Por que? 1. As pessoas na cidade são menos conservadoras e mais abertas para as novas igrejas. 2. Os evangelistas cristãos falavam que na cidade o evangelho poderia se expandir mais rapidamente nos centros de influência: justiça, política, arte, etc e com grupos de diferentes nacionalidades. No ano 300 d.C., mais da metade da população das cidades do império romano eram cristãos, enquanto que na zona rural, eram pagãos- a palavra paganus significa camponês-. A igreja dos primeiros séculos era urbana. Não há razão intrínseca porque as pessoas urbanas sejam menos religiosas, somente que são menos tradicionais.

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fonte: KELLER, Timothy et THOMPSON, J. Allen Manual para plantadores de Iglesias, p. 45-46

Renovação Corporativa

 

INAMICAS DA RENOVAÇÃO CORPORATIVA.
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A renovação/ avivamento é uma obra de Deus pela qual a igreja é adornada e capacitada de maneira que as normas operacionais do Espirito Santo são intensificadas. As operações normais do Espirito Santo são: 1. Convicção do pecado (Jo. 16.8). aprovação e seguranca da graça do amor do Pai ( Rm. 8.15-16). Acesso a presença de Deus (Jo. 16:8). 2. Apropriação e segurança da graça e do amor do Pai (Rm 8,15-16). 3. Acesso a presença de Deus (Jo. 14.21-23, 1Co 3.17-18).

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Esta perspectiva difere das três mais comuns: 1. A noção carismática que o avivamento basicamente como uma adição de operações extraordinárias do Espirito Santo (milagres, curas, profecias, revelações). Ou em outras palavras, quanto mais espetaculares são os dons do Espirito, mais são enfatizados e buscados. 2. A posição popular fundamentalista que o avivamento é simplesmente uma estação de maio vigor e atividade evangelística. Um avivamento é uma cruzada evangelística ou uma missão numa cidade. 3. A posição popular liberal que vê o avivamento como um dos eventos primitivos de catarse emocional ocorrendo entre pessoas não educadas que são sujeitas a manipulação psicológica por parte dos evangelistas.
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O que segue é explorar as maneiras de trazer o evangelho a uma igreja, e assim o avivamento e renovação. Temos dito, anteriormente, que há duas condições para o avivamento ocorrer na vida de uma igreja.
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O eixo do amor

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quando uma igreja entende que o evangelho mesmo , através da compreensão enfática e equilibrada tanto do amor quanto da santidade de Deus, que resulta em sua graça por nós ao dar seu Filho para morrer na cruz.
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O Eixo teologia-espiritualidade/

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quando a igreja brinda uma ênfase equilibrada entre a santa doutrina e a experiência da presença de Deus.
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Temos visto que a primeira condição nas dinâmicas de renovação individual, agora, veremos a segunda condição.
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Teologia e Espiritualidade
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O primeiro fundamento para a renovação espiritual é uma sã doutrina, já que o evangelho é verdade. A menos que a verdade esteja intacta e seja compreendida plenamente, não se pode gozar de seu efeito renovador. A doutrina bíblica é o instrumento normal pela qual o Espírito Santo regenera o coração – 1Pe 1:22-23, Rm 10:9,17- . Um milímetro desviado pode tirar do curso um foguete no espaço. De igual maneira, uma mínima distorção do evangelho pode resultar em patologias catastróficas na vida espiritual e intelectual. Paulo afirma com firmeza que ao menor desvio no evangelho significara que toda a fé estará perdida. Se coloca uma maldição sobre si se tentar inová-lo ou mudá-lo. Qualquer evangelho diferente, na realidade não é evangelho nenhum (Gl. 1:6-7)
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Contudo, aqui devemos ser cuidadosos. O evangelho está em perigo por qualquer troca das doutrinas cardiais da fé. Diferenças e erros em doutrinas secundarias: tais como o governo da igreja, batismo, dons espirituais, profecias, etc não são barreiras para a renovação. Deus enviou seus maiores avivamentos a Anglicanos, Presbiterianos, Batistas, Wesleyanos, pentecostais e muitos grupos que tem uma grande variedade de perspectivas acercas de muitos desses temas. Ainda que estes grupos diferem em tantos assuntos que outros consideram suas posições errôneas, Deus os abençoou. Portanto, uma perfeita precisão em doutrinas não é um pré-requisito!
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Entao, quais doutrinas devem ser cuidadas? As doutrinas cardiais. Quais são? São aquelas que em se perderem, se destrói a salvação pela graça. Lutero assinala isto em seu comentário sobre Galatas, que as heresias seriam aquelas que destroem a salvação pela graça. Ao longo dos anos, se tem ensinado que Jesus era apenas um homem, ou somente Deus. Que Deus é somente santo ou somente amor e misericórdia, que os seres humanos não são realmente pecadores ou não são imagem de Deus, que a morte de Jesus não foi substitutiva, que o novo nascimento e a obra do Espírito Santo não eram absolutamente necessárias, que Deus não faz milagres, de maneira alguma ocorreu a ressurreição e a Biblia não é realmente a revelação de Deus. Se se tivesse levando em conta estas opiniões, elas destruiriam a salvação pela graça, são um direto assalto e nós seriamos salvos por algo que criamos.
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Contudo, positivamente, a primeira condição para uma renovação espiritual é suster os ensinos básicos do Credo Apostolico e o evangelho mesmo. O Pai é santo e demanda santidade. Todos os homens são pecadores frente a Ele. Cristo na cruz tomou toda a ira de Deus pelo pecado e sua vida foi preparada como um registro perfeito de justiça para todos os que crerem. Por meio da fé e nenhuma obra ou esforço próprio, uma pessoa pode obter perdão de seus pecados e ser tratado como alguém perfeitamente justo por Deus. Deus trata aos pecadores crente como se houvessem obedecido e sofrido tudo que JEsus obedeceu e sofreu. Deus cobrou de Jesus a conta que nós merecíamos, e nos trata como Jesus merece.

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Sem esta simples mensagem, a renovação não pode ocorrer. Por exemplo, os unitários nunca tiveram um avivamento – nem o desejam ter. Mas, outro desequilíbrio doutrinal pode dificultar a renovação também. O liberalismo protestante tem solapado a idéia do pecado. Nos leva a estar tão seguros em nossa própria justiça que nem sentimos necessidade do sacrifício de Jesus Cristo. Por outro lado, o catolicismo romano tem uma opinião sobre o pecado de tal feita que conduz as pessoas a estarem inseguras acerca da sua justiça , que necessitam re-sacrificar continuamente para poder tratar com o pecado. Um lado se aparta radicalmente da perspectiva da graça, enquanto que o outro fica muito enfocado no pecado. Pode haver renovação tanto na igreja católica como nas tradicionais, somente quando as pessoas que as compõem buscarem e se moverem de acordo com as doutrinas bíblicas levantadas pela Reforma.
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Para que a sã doutrina seja uma condição para a renovação, estas doutrinas cardiais devem não somente serem cridas. Mas, dentro das igrejas que as colocam, a renovação é algumas vezes impedida devido a falta de atenção para estas mesmas doutrinas. É tão fácil enfatizar o minúsculo, mediante uma e supervalorização de algo bom mas pequeno, temas secundários: política, profecia, curas e dons espirituais como outros aspectos distintivos que diferenciam de outras denominações ou tradições. Quando isto acontece o resultado será uma ortodoxia morta. Veja o que se segue.
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Um mero entender a doutrina não é suficiente para garantir a vida espiritual (2Tm 3:5, 1Co 13:1,2, Ap. 2:2-4). Uma segunda condição para a renovacao é estar profundamente persuadido que a doutrina não é suficiente. O conceito acerca da precisão doutrinal conduz a uma ortodoxia morta. Ironicamente, este perfeccionismo doutrinal se converte em uma obra que substitui Jesus como salvador. O resultado é o orgulho espiritual. Pelo contrario, o que nos faz cristãos é a verdade aplicada a um coração iluminado espiritualmente (1TS 1:3-5).
Uma ortodoxia viva somente é alcançada quando o Espírito Santo abre os olhos do coração e transmite uma visão do verdadeiro Deus e da real condição humana. Esta visão transforma a direção da vida.
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Esta luz divina e espiritual é ...um verdadeiro sentido da excelência divina das coisas reveladas na palavra de Deus e uma convicção da verdade e a realidade que surgem daí...Há um conhecimento duplo do bem pelo qual Deus faz a mente do homem capaz. O primeiro, que é meramente cognoscivo...e o outro que consiste em sentir do coração, quando o coração é sensível ao prazer e deleite da presença desta idéia. O primeiro se exerce meramente no..conhecimento da distinção da disposição da alma. Desta maneira há uma diferença entre ter uma opinião de que Deus é santo e gracioso, e ter um sentido do amor e da beleza desta santidade e graça. Há uma diferença entre ter um juízo racional de que o mel é doce e ter uma sensação desta doçura. Um homem pode ter o primeiro por conhecer como sabe que é o mel, mas um homem não pode ter o segundo a menos que tenha em sua mente a experiência de provar o mel.
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De igual modo, uma igreja deve ter corporalmente um profundo sentido da possiblidade e necessidade da presença de Deus caindo sobre nós, ao adorar, testificar ou ensinar. Tanto um cristão como uma igreja deve saber que pelo Espírito Santo é possível experimentar realmente a Deus quando as verdades doutrinais são elevadas e irradiam (Ef. 1:8ss, Ef. 3:14-21).
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Aconteceram três grandes avivamentos em Gales. Em cada caso, o líder do avivamento tinha uma santa doutrina em seu ensino, encontrou que era incapaz de liderar um avivamento a mesmo que tenha experimentando pessoalmente e assombrosamente a realidade de Deus por meio da aplicação do Espírito Santo destas doutrinas em seus corações. Estas foram experiências com a verdade, mas foram experiências depois de tudo.
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Pelo visto, outra pré-condicao para a renovação é uma vida de oração consciente e disciplinada, porque que não é simplesmente passar o tempo em petições, mas uma busca pelo rosto de Deus, para conhece-lo. Deve haver um humilde reconhecimento de quão pouco de Deus temos experimentado e um crente desejoso por conhecer a Ele.
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Estas duas pré-condições não coexistem geralmente em uma igreja ou tradição. AS igrejas tendem a estar divididas em: aquelas que tratam de forçar uma adoração emocional que sempre demanda que Deus esteja presente , e aquelas cuja adoração é uma atividade cognitiva e que não espera que Ele se manifeste no meio delas.
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Se uma igreja não se encontra em uma dinâmica de renovação se deve analisar a condição em que ela se encontra. Como no físico, também existe no mundo espiritual um numero de patologias que entorpecem a saúde.

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a. Heterodoxia: o primeiro requisito para um avivamento é que as verdades bíblicas cardiais sejam cridas e suportadas pela igreja. Contudo, adverti que Deus tem enviado avivamentos a anglicanos, presbiterianos, luteranos, batistas, wesleyanos, pentecostais e muitos outros grupos com uma grande variedade de opiniões em muitos aspectos doutrinais. Portanto, para a renovação não é preciso ter uma doutrina perfeita em todos seus detalhes. Que queremos dizer com doutrinas cardiais. Como já colocamos na seção sobre a Teologia, “suportar os ensinos básicos do evangelho” estas são os ensinos centrais do Credo Apostolico e do evangelho mesmo. Como também já dissemos, sem esta mensagem básica o avivamento não é possível, e temos dado o exemplo dos unitários que nunca tiveram avivamentos.

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b. Ortodoxia morta: Há certas igrejas cujas doutrinas fundamentais são sustidas pela maioria das pessoas, mas o evangelho não é compreendido e nem revitaliza suas vidas. Lovelace escreveu:

"Muito do que temos interpretado como um defeito da santificação em membros de igrejas realmente é o resultado de uma perda de peso na doutrina da justificação. A importância deste princípio não pode ser inferiorizado. É um grave erro pensar que as congregações mortas simplesmente necessitam ser mais santificadas quando em realidade não compreendem o evangelho. Os cristãos que já não estão seguros em Deus, que Ele os ama e aceita em Jesus, disparte de seus feitos espirituais presentes são, na realidade, pessoas que tem uma radical insegurança inconscientemente".

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A ortodoxia morta converte a igreja em uma teia religiosa onde as pesoas necessitadas se congregam semanalmente para que as diga que estão bem. Sua religiosidade é desenhada para não necessitar depender de Cristo como seu verdadeiro salvador. Há vários tipos básicos de ortodoxia morta.
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Em primeiro lugar, existe o tipo legalista. Este se encontra geralmente em igrejas conservadoras, independentes. Se ajustam a códigos de conduta. Necessitam ouvir que estão no caminho correto e que os liberais estão errados. Para além de sua fé intelectual no evangelho, na vida prática esperam ser justificados por sua exatitute teológica e sua obediência aos códigos e regras.
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Em segundo lugar existe a variedade da igreja de poder. Neste tipo, as pessoas são desafiadas a ver Deus através de milagres mediante sua fé e sujeição. O grau de subserviência e fé chega a converter-se de uma maneira que estas pessoas se sentem justificadas frente a Deus. Se sentem confusos quando as curas e as respostas às orações não acontecem, crêem, então, que a fé não foi suficiente. As pessoas nunca estão seguras se estão se sujeitando o suficiente.
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Em terceiro lugar, existe o tipo sacerdotal em que as pessoas dominadas pela culpa são tranqüilizadas pela beleza da forma litúrgica. A musica, arquitetura e fineza estética dos cultos ajudam as pessoas a sentir-se efêmeras acerca de Deus.
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Em quarto lugar, está a variedade presunçosa que geralmente se encontra nas igrejas históricas, onde a maioria das pessoas crêem nas verdades bíblicas básicas, mas, cujas consciências são apaziguadas por um Deus é demasiado perdoador para castiga as pessoas boas que fazem coisas boas pelos necessitados.
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Nada do que temos dito anteriormente deve ser interpretado como uma negação da importância da: a. retitude teológica, b. adesão a uma ética cristã de pureza, c. orar em fé por grandes coisas e cura, d. a importância de uma adoração vibrante, e. a necessidade de ajudar os pobres. Contudo, em todos os exemplos, quando estas coisas se convertem em substitutos de Cristo, se transformam no que os puritanos chamavam de obras mortas. Essencialmente, as primeiras formas enfatizam a lei sem a graça e as duas ultimas a graça sem a santidade de Deus. De qualquer forma, o evangelho se perde na pratica.
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Marcas de uma ortodoxia morta
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Estas são algumas marcas da ortodoxia morta, especialmente aqueles do tipo legalista – ainda que algumas podem ser encontradas em outras. Algumas são:
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1. Uma ênfase desmedida em defender a verdade em lugar de propraga-la. A ênfase está em atacar as falsas opiniões, não em ganhar os perdidos para cristo. Se busca com arrogância a quem não sustem as perspectivas corretas.
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2. Forte e até uma feroz oposição a trocar o programa e o estilo de adoração. O que as pessoas chama de sentir a Deus geralmente é um sentimento de segurança (sentimentalismo) que vem de praticar formas e procedimentos familiares ou conhecidos.
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3. Muitas vezes há um desejo de escutar mensagens inspiradoras e gerais, mas, que não incomodem em nada. Existe uma lei não escrita de que o pastor deve ser agradável e que não deve ofender em nada. Por outro lado, nas igrejas de poder pode acontecer o outro extremos, o pastor deve ser muito autoritário e manipulador.
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4. Um tendência a fofoca e ao hipercriticismo As diferenças não podem ser discutidas com amor. Atitudes defensivas que criam pelejas amargas. A única maneira que a igreja trata com isto é se fechando ou suprimindo os desacordos.
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5. Uma aversão pela saudável desordem que cria o avivamento ou a renovação. Tanto a tradição ou o pastor ou um líder chave devem estar no controle. Algumas vezes existe uma oposição a qualquer tipo de emoções. Durante os tempos de avivamento, as pessoas se sentem muito motivadas a pertencer ao ministério e a adoração que se apresenta como um tipo de desordem divina que deve ser tratado.
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6. Uma apatia em acreditar em possibilidade gloriosas. Se sentem incapazes por esperar ou acreditar que certas classes de pessoas podem transformar-se ou não se tem uma visão por um impacto na comunidade. Miopia na planificação que provem da condição que somente podemos conseguir aquilo para o qual temos recursos humanos visíveis.
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7. Pouca discussão acerca das experiências espirituais, sobre Deus, crescimento em amor, tentações e outras coisas como estas. Se objeta qualquer auto exame ou ajuste de contas para o crescimento na graça e caminhar com Deus.
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8. Total concentração nas necessidades e preocupações dos membros e sobrevivência da instituição (a igreja). Falta de desejo e intento por alcançar o mundo.
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9. Carência de mobilização dos membros. Existe um consenso e expectativa de que o pastor deve fazer virtualmente todo ministério.
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10. Forte ligação as formas culturas e costumeiras, tipos de musica e estilos de vestimenta e maneiras de falar como regras não escritas de conduta, quase inconscientes definindo o que seria um crente maduro
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A ortodoxia morta é na realidade um esforço por ressuscitar leis cerimoniais- como as regras descritas por Moises da pureza ritual- que faz com que as pessoas se sintam aceitas por Deus.
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No livro de Galatas, lemos sobre o debate que tiveram Paulo e Pedro sobre a continuidade da validez as leis cerimoniais. No antigo testamento, haviam leis morais que delimitavam nossa conduta. Assim mesmo, existiam leis cerimoniais: regras sobre o que era limpo ou não. Isto tinha a ver com as comidas, vestes, enfermidades, sacrifícios, lavagens e outros ritos de purificação cerimoniais. Estas eram regras para a aproximação, desenhadas para mostrarmos nossa inabilidade para poder chegarmos a presença de Deus a menos que sejamos santificados. Contudo estas regras não podiam nos fazer aceitáveis para Deus. Basta olhar o livro de Hebreus para entender isto. Sem embargo, os judeus chegaram a confundir as leis cerimoniais com as leis morais. As viam como um meio para poderem ser aceitáveis a deus, como uma maneira de salvação.
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Paulo foi o primeiro pilar da igreja do primeiro século que compreendeu plenamente as implicações do evangelho pela lei de Moises. 1. Em primeiro lugar se deu conta que as leis cerimoniais foram satisfeitas em Cristo, que Cristo agora nos fazia santos e sem manchas (Cl.1:22-23)- limpos e aceitáveis ante a presença de Deus. Portanto, tais regramentos para os alimentos e vestimentas que outros judeus desejavam continuar usando como parte de sua cultura, não deviam ser impostas aos crentes gentios. 2. Em segundo lugar, a lei moral segue sendo a obrigação do povo de Deus. Contudo, ao obedecer a lei não é um modo de salvação, mas, resultado da gratidão e divida para com aqueles que nos salvou.

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As ortodoxias mortas são os esforços modernos para ter o que os judaizantes de Galatas intentavam fazer. Queriam complementar o evangelho por meio da sustentação de formas culturais especificamente desenhadas para ajudar as pessoas a sentirem-se aceitas por Deus ao conformarem-se a estas regras e um sentimento de superioridade sobre aqueles que não se conformavam da mesma maneira. Paulo via isto como a destruição do evangelho e sua liberdade e poder. Ele escreveria o mesmo hoje as igrejas que são extremamente ortodoxas.

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Ortodoxia defeituosa
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Este um resumo de Lloyd-Jones. Se refere àquelas igrejas que são ortodoxas com alguns sinais de vida nascida do evangelho, contudo, onde o avivamento e a renovação são impedidos por alguns defeitos que ele descreve:
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1 ultra-intelectualismo: esta é uma tendência a simplesmente ensinar as doutrinas e o evangelho em uma maneira superficialmente abstrata ao invés de prega-las e aplica-las aos corações de uma maneira pratica. Uma igreja pode apontar inteiramente seu ministério ao intelecto antes que ao coração. Seu orgulho acerca de ter uma doutrina santa é a evidencia para os de fora.
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2 Falta de um balanço doutrinal: uma igreja e/ou um pastor podem estar demasiadamente absorvidos por um das doutrinas não cardiais. Pode ter ensino demasiado e ênfase na profecia ou na escatologia, ou em certos tipos de preocupações sociais ou sobre dons espirituais, tudo isto pode impedir o avivamento. Outra forma de fazer o mesmo é a tendência de algumas igrejas em enfatizar seus distintivos doutrinais sobre os novos crentes desde cedo.
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3 Muita preocupação com as mecânicas, organizações e instituições. Uma igreja pode por suas esperanças em certos tipos de programas, campanhas ou tipo denominacional ou alguns métodos ou estilos. Adverte-se não colocar sua esperança em notas de receitas para o crescimento da igreja antes de saber que Deus está presente no meio de sua comunidade.
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4 Pecados cômodos: certas pessoas, famílias, e até mesmo o pastor pode ser demasiadamente tolerante com praticas pecaminosas que tiram a vitalidade espiritual de toda a congregação. Casos que deveriam receber disciplina, mas, que não acontece, desalentam a congregação. O mesmo pastor pode simplesmente estar cheio de temores ou ocultando pecados secretos que o impedem de conduzir o povo de Deus.
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Nesta altura já deve ser claro que tanto a ortodoxia morta como a defeituosa não são categorias claras. Mais bem são graus num espectro. Muitas congregações não estão totalmente mortas, contudo, tem uma mescla de defeitos e atitudes mortas com alguns sinais vitais.
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Emocionalismo
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Note: o emocionalismo é o que Edwards e outros teólogos do avivamento chamaram de entusiasmo. Poderia ser classificado como outra maneira de ortodoxia defeituosa. Geralmente, se vê isto em igrejas que não estão mortas e nem são heterodoxas. Contudo, a diferença com o ultra-intelectualismo, o emocionalismo aberto cai no autoritarismo com condicionantes de quase de cultos. Merecem sua própria categoria.
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As igrejas renovadas tem sido sempre criticadas desde a direita pela heterodoxia e a ortodoxia morta. A heterodoxia teme e desdenha as doutrinas fundamentais do avivamento enquanto que a ortodoxia morta teme e desdenha a ênfase na experiência e o alijamento de métodos tradicionais. Contudo, também existe normalmente um inimigo do avivamento que vem da esquerda. Esta é a forma religiosa do emocionalismo que vão aos extremos e perdem de vistas os fatores básicos do avivamento. A heterodoxia e a ortodoxia morta, então, argumentam que o emocionalismo é o fim lógico da renovação. O emocionalismo, contudo, é uma patologia. Por emocionalismo não nos referimos de nenhuma maneira ao nível de demonstração das emoções presente na adoração ou na comunicação. A emoção é algo perfeitamente normal na renovação. Soluços e sentimentos profundos são uma rotina. E algumas culturas e temperamentos expressam estas emoções de uma maneira mais demonstrativas, outros são mais reservados ou quietos. O emocionalismo, portanto, não é definido pelo grau das emoções. O que estamos falando é de uma orientação deformada do evangelho, onde a emoção se volta torna central absolutamente na pratica.
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Quando o emocionalismo se torna demasiadamente central.
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O emocionalismo esta marcado por métodos apontando diretamente para fermentar as emoções. Enquanto que a ortodoxia morta teme as emoções e os renovados as vêem como um necessário resultado, ainda que não seja a meta do verdadeiro avivamento, os emocionalistas o vêem como um fim em si mesmo, um absoluto sinal de que o Espirito está operando. Os melhores teólogos do avivamento- como Edwards- tem distinguido sempre entre os efeitos emocionais de uma verdadeira conversão e aquelas emoções forcadas e falsas.
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O emocionalismo geralmente crê que os fenômenos extraordinários – línguas, curas, profeciais, milagres- são essencais para uma renovação real. O escrito deste manual não é carismático nem tampouco anti-carismático. Por principio, não nego que em uma renovação real se incluam milagres. Somente desejo esclarecer – o que baseio na historia da igreja- que os avivamentos poderosos não são sempre acompanhados por milagres e sinais.
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O emocionalismo não se centra no evangelho. Tende ao legalismo (pessoas que se apóiam em suas experiências emocionais para comprovar sua aceitação com Deus) ou em um anti-nomianismo e heterodoxia (pessoas que crêem que a doutrina e a pratica importam pouco, sempre tem um tenha uma experiência com Deus).
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Sem o evangelho, a vida consome a ortodoxia ou a ortodoxia consome a vida. Por que? Porque sem o evangelho e a cruz , a lei de Deus cancelaria seu desejo amoroso de salvar-nos ou desejo amoroso de Deus de salvar-nos cancelaria sua lei. A verdade consumiria o amor ou o amor consumiria a verdade, a santidade e o amor de Deus não poderiam ser reconciliados. Contudo, no evangelho, sobre a cruz, estes dois se combinam e brilham gloriosamente. Portanto, há três maneiras pelas quais o cristianismo pode ser distorcido sem o evangelho.
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Heterodoxia viva- excesso emocional. Ênfase na experiência e algumas doutrinas não bem definidas ou alguma vontade para defini-las. A vida é coloca em competição com a doutrina, imaginação contra razão.
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Ortodoxia morta: excessiva ênfase no cognoscivo. Legalismo. A doutrina e ordem é

colocada contra a vida, a graça o amor e mistério.
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Heterodoxia morta: nem verdade, nem vida. A verdade e a vida sem tem consumido mutuamente. Existe um amor pela aceitação e altruísmo mas sem intensidade ou vida.

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fonte: Manual del plantador de iglesias - Timothy Keller e J. Allen Thompson - pp. 201-209

Filosofia de Ministério

 

Resumo: uma filosofia de ministério é mais especifica que os propósitos da igreja (o por quê da igreja), contudo, menos especifico que o programa de ministério da igreja (o o que da igreja), em suas metas e objetivos. Entao, ele descreve como uma igreja fará para alcançar, com o evangelho de Cristo, sua comunidade particular.

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Uma filosofia de ministério é mais especifica que os princípios bíblicos de uma igreja. Todas as igrejas deveriam compartilhar os mesmos conceitos dados pela Biblia: as marcas e deveres da igreja. Todas as igrejas são camadas para adorar a Deus, edificar os santos, testificar as nações, e assim por diante. Contudo, uma filosofia de ministério faz que a igreja seja distinguida de outras, descreve uma visão para determinada igreja que é própria desta congregação. Isto é algo mais especifico que a identidade denominacional. As igrejas metodistas podem ter umas filosofias de ministério dramaticamente diferentes e ainda assim, permanecer dentro de sua denominação.
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Por outro lado, uma filosofia de ministério é menos especifico que o programa de atividades ministeriais da igreja ou seus objetivos e metas, que podem ser determinadas para um, dois ou cinco anos. As metas e os objetivos são projetos que podem ser medidos dentro de um marco de tempo determinado, enquanto, que a filosfia de ministério descreve visões e modos de funcionamento mais amplos.
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Temos definido o que não é filosofia de ministério, não é uma mera declaração bíblica de propósitos, nem uma lista de programas, como tampouco metas ou objetivos. Agora, trataremos de expressar o que sim é a filosofia de ministério.
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Pensemos por instante em quatro perguntas: a quem, por quê, como e o quê de uma igreja.
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Em quem, define as crenças básicas e os compromissos teológicos da igreja. Uma igreja pode ter uma tradição teológica histórica, como a wesleyana ou luterana. A postura da igreja com as escrituras e a maneira que a interpreta determinará muitas de suas posturas teológicas e éticas. Isto inclui a própria compreensão que tem a igreja acerca do que a bíblia diz com respeito a natureza e identidade da igreja.
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A pergunta pelo por que define os propósitos da igreja. É a justificação pela existência da igreja. Se a pergunta pelo quem determina o compromisso da igreja pela infalibilidade da Bíblia, esta declara um numero de propósitos ou funções que Deus quer que a igreja tenha. Em outras palavras, quando entendemos quem somos, entendemos, assim, por que estamos aqui. Devemos evangelizar as nações, discipular e edificar os crentes, ofertar uma adoração aceitável, cuidar dos pobres e necessitados, entre outras coisas. Todas as igrejas compartilham estes propósitos comuns.
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A pergunta pelo como define a filosofia de ministério de uma igreja. Por exemplo, a Biblia nos manda adorar e define regras de adoração ( por exemplo: não adorar a uma imagem), contudo, nos brinda com uma ampla liberdade acerca de como adorar. Não nos diz qual estilo de musica, que nível de espontaneidade e demonstração de emoções podem ser usados nos cultos e muitos outros aspectos. O mesmo acontece com a pregação, com o ensino, o evangelismo, nosso companheirismo, vida em comum e a maneira que atendemos aos necessitados. O como se faz muito parecido com que somos.

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Quer dizer que o como nossa igreja opera está ligado aos nossos caprichos, baseando em nossos gostos e desejos? De maneira nenhuma. Os cosmos da igreja são definidos pelos por quês bíblicos. Devemos adorar, evangelizar, e ter companheirismo de forma que melhor se ajustem a possibilidade de expandir o reindo de Deus em nossa comunidade, em modos que cumpram com nossos propósitos de ensinar as nações a obedecerem a tudo que Jesus nos ordenou.

Finalmente, o quê define as metas e objetivos da igreja, seu programa ministerial atual. se incluem as descrições de tarefastanto para os laicos como para o quadro pastoral, a organização da igreja em departamentos, comitês ou grupos de tarefas e as politicas operacionais como os regulamentos.

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Ao vermos as quatro perguntas: quem, por quê, como e quê, vemos que todas se relacionam intrinsicamente. A pergunta pela filosofia do ministério pode er respondida ao perguntar: Como podemos alcançar melhor nossos propósitos bíblicos( o por que) de acordo com nossos compromissos teológicos ( o quem). Contudo, se continuarmos refletindo nestes temas, vemos que todos os por quês, como e o quê realmente continuam respondendo a pergunta Quem somos. Todos estes são componentes de sua identidade como igreja .

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Uma filosofia de ministério, então, responde a pergunta: Como podemos alcançar melhor nossos propósitos bíblicos de acordo com nossos compromissos teológicos?

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Existe um paralelo entre a identidade de um crente individual. Ainda que, um cristão possa saber quem é (justificado, adotado, redimido), e para quê está aqui( para ser um embaixador de Cristo,etc), contudo, deve fixar-se em seus dons específicos, seu chamado particular, para determinar como praticará seu compromisso cristão (1Co 12, Rm 12:8ss). Assim mesmo, cada igreja individual deve perguntar=se: qual é o chamado específico e particular de nossa igreja? A resposta cria uma identidade que dá forma ao carater da igreja e a faz única, ainda que, dentro de sua própria denominação.

Fonte: Manual del Plantador de Iglesias, p. 79-80

Igreja Missional

 

Lesslie Newbigin foi um missionário britânico que foi a India na década de 50. Quando saiu da Inglaterra, a igreja ocidental, entretanto, se relacionava com a cultura, era o que se chamava de cristandade. As instituições da sociedade cristianizavam as pessoas por meio de estigmatizar toda outra conduta ou crença que não fora cristã. A igreja reunia as pessoas e as desafiava a um compromisso cristão pessoal.

Quando Newbigin chegou a India encontrou que as igrejas não apoiavam financeiramente as missões, nem levavam adiante a tarefa missionária (como se poderia dizer que faziam as igrejas ocidentais) sem que eram missionais em todo aspecto. Ao estar em uma cultura não cristã não poderiam simplesmente colocar em compromisso as pessoas cristianizadas. Antes, bem deveriam adaptar cada aspecto de sua vida eclesiástica: adoração, pregação, vida comunitária, discipulado a um mundo não cristão.

  1. Já que todas as visitantes a um culto de adoração não seriam cristãos, toda sua adoração e pregação se ajustava a eles.
  2. Como os membros da igreja deveriam viver suas vidas de acordo com valores radicalmente diferentes do resto da sociedade, o discipulado e o treinamento não somente os equipava para responder as perguntas e compartilhar a fé, como também que deviam conjugar os padrões de conduta pessoais e corporativos cristãos que colocariam em evidencia para a sociedade como é viver o Reino de Deus.

Quando Newbigin se jubilou do campo missionário na década de 1980, então, se encontrou com uma cultura ocidental que se havia convertido em muitas maneiras firmemente resistente ao evangelho como qualquer outra sociedade do mundo, contudo as igrejas não se haviam adaptado a esta nova situação.

Seguiam pregando em uma linguagem que somente as pessoas cristianizadas poderiam compreender.

Continuavam criando uma atmosfera que somente as pessoas tradicionais e conservadoras poderiam sentir-se confortável.

Seguiam discipulando as pessoas concentrando-se em suas habilidades individuais para conduzir suas vidas privadas – estudo bíblico, oração) e não para poder viver suas vidas com uma distinção cristã em um mundo secular, nas arenas publicas da política, artes, negócios e outras.

O esforço da Redeemer para ser missional.

Transação. Que é a Redeemer? Redeemer é um esforço imperfeito para ser uma igreja missional na cidade de Nova York. Com isto queremos dizer, em primeiro lugar, que não pensamos que nossos amigos céticos (do cristianismo) ao nosso redor são geralmente conservadores em seu modo de pensar. (Por sinal, não os são). Tampouco, pensamos que uma pessoa deve ser convencional, formal e conservadora para poder chegar a ser cristã. Portanto, em segundo lugar, queremos dizer que absolutamente todo o que fazemos deve ser missional, comprometido completamente em mostrar a beleza do evangelho ao mundo que nos rodeia.

Evidência: Redeemer recebe constantemente novas pessoas. Em cada parte e aspecto da igreja temos pessoas que ainda não crente ou que estão peregrinando espiritualmente, todavia, quem esta evangelizando? O interessante é que cada membro do pessoal da igreja esta envolvido na educação, treinamento, nutrição e apoio dos crentes. Nenhum membro de nosso pessoal tem a tarefa de ir e ganhar os perdidos. Como é então que há tantos interessados no evangelho vindo a nossa igreja, mais do que é visto em qualquer outra congregação? Se deve, em certo grau, que a igreja mesma tem um formato missional. Não quer dizer que todo que nos fazemos seja desenhado com a intenção de converter pessoas, senão que cada parte da igreja tem sido contextualizada e adaptada para ser um povo cristão que transpira o evangelho em cada serviço as pessoas de uma cultura não cristianizada que tem sensibilidades modernas e pos-modernas.

Elementos de uma igreja missional

  1. lideres que amam a cidade

a. uma atitude positiva faz a cidade. Não a condenamos, nem simplesmente a afirmamos tal como está. Não sentimos temor e nem tampouco somente sentimos lastimas por seus problemas. A amamos. Isto se transforma em uma relação recíproca. Os lideres devem humildemente aprender e respeitar a cidade de nova York e sua gente. Os lideres devem sentir-se entusiamados e enriquecidos pela cidade, não sentir-se sobrecarregados por ela.

b. um desejo de viver entre as pessoas que servem: 1. Fator comum, os lideres de igrejas pobres vivem em bairros melhores, os lideres de áreas afluentes vivem em bairros mais baratos. 2. Por que? Porque o residir nas comunidades onde devem ministrar envolvem sacrifícios e a necessidade de perder uma inconsciente sensação de superioridade – sobre o pobre como pela ignorância do rico-. 3. Dessa maneira os lideres não podem entender as pessoas que querem servir.

O evangelho re escreve a historia da cultura.

a. Conteúdo: 1. A principal dinâmica: devemos entrar e então re escrever a historia da cultura a luz do evangelho. Isto é diferente de assimilar-se ou confrontar a cultura. A. “entrar quer dizer ter uma simpatia bíblica pelas aspirações da cultura. Ou seja fazer uma imersão na literatura, arte, linguagem das pessoas e a cultura e ter o desejo de ressoar aquilo que é bom e valido, sem deixar de passar todo pela malha da Bíblia. B. então, e somente então, pode re escrever a historia. Com isto queremos dizer que mostramos como o evangelho de Cristo responde/completa as historias e aspirações melhor que tudo. 2. Quais são algumas das historias em nossa cultura pos moderna? A. liberdade da opressão, oposta a tradicional historia do bom filho. A distinção bíblica é que o evangelho provê a liberdade dos ídolos versus a escravidão religiosa ou irreligiosa a que alguém esta submetido. B. a abertura a todo em oposição ao tradicional nacionalismo. A distinção bíblica é que o evangelho nos capacita para receber abertamente a todos, invés de inclusivismo simplista, que é injusto ou exclusivo. C. Mais neste sentido: a verdade encarnada versus regimes de verdade ou não verdade. Identidade versus fraturação e o poder opressor. Exemplo: o desafio por definir o pecado biblicamente em termos de relações e escravidão, o que tem eco em nossa cultura circundante. B. Modo: 1. “Conversacional” versus retórico- grande antipatia pela verbosidade, ou pelo estilo muito eloqüente ou qualquer outra coisa que dê uma idéia de ser controlada ou forçada. 2. Irônico, gracioso versus sentimental ou cínico. 3. Pregação redentora-historica versus expositiva/ tópica. Nem moralista nem inspiradora.

Falar o vernáculo.

  1. Geral – Sempre espere ser ouvido. Fale com se toda a comunidade estivera presente, não somente por aqueles que tem nos assentos. Por que? 1. Porque os cidadãos da pos modernidade provam o cristianismo através de dezenas de mini-decisoes. Qurem ver primeiro como funciona. 2. Fale desta maneira e os cristãos sentirão a liberdade de incluir os eventos da igreja como parte de sua estratégia para fazer amigos. De outra maneira simplesmente, não os tomarão em conta.
  2. Específico: tenha em mente que todo isto deve fluir de um coração transformado pelo evangelho, de outra maneira será pura artimanha e jogo de mercado: 1. Evite a linguagem tribal: use linguagem simples e acessível em vez de eloqüência estilizada – a linguagem da oratória faz que as pessoas se sintam excluídas, e o vocabulário técnico- termos doutrinais/bíblicos sem explicações. 2. Evite a mentalidade internista, falando dos crentes como se fossem especialmente diferentes ou fazendo declarações cínicas sobre outras religiões ou outros estilos de cristianismo. 3. Evitar citar a Bíblia ou explicar tema como um tomo que qualquer pessoa inteligente deveria saber isto décor, tenha cuidado como repete citações de autoridades. 4. Constantemente antecipe e refrei-se em temas, objeções e reservas que os céticos ou aqueles que estão em uma peregrinação espiritual com o maior respeito e compreensão. Novamente o evangelho, se o evangelho esta afetando sua vida, você terá uma profunda compreensão por aqueles que estão lutando por crer. Nunca tenha uma pose de superioridade.
  3. Atitudes e sentimentos: 1. As pessoas tradicionais da classe media valorizam a privacidade, segurança, homogeneidade, estabilidade, sentimentalismo, espaço,ordem e controle. A cidade esta cheia de pessoas diversas, irônicas, e ultra progressistas que absolutamente não compartilham estes valores. Ainda assim, devemos gostar deles e aprecia-los. Necessitamos forjar uma saudável voz cristã irônica que seja gozosamente realista antes que sentimental, pomposa ou inspiracional, emocionalmente manipuladora. 2. Os cristãos expressam suas emoções de uma maneira que muitas vezes distanciam os não cristãos. Se devemos estar ombro a ombro com pessoas que se encontram em diferentes níveis em sua peregrinação devemos cuidar de não nos deixarmos levar por nossas emoções. Ou seremos como atletas deixando para trás os descapacitados físicos em uma corrida. Não seja autocomplacente na adoração.

Ministério contra intuitivo e de ações.

  1. As pessoas no mundo secular tem uma forte convicção de que religião é realmente poder social. Necessitam localizar cada igreja em algum lugar no espectro ideológico do liberalismo de esquerda ou no conservadorismo de direita.
  2. o evangelho faz que a igreja não pode ser encerrada em uma só categoria. 1. A justificação por meio da fé traz mudanças psicológicas profundas e poderosas, ainda que pecador, sou aceito. Isto converte as pessoas. Minhas cadeias caíram, meu coração é livre, me levanto e sigo a Ti. 2. Por outro lado, o evangelho da cruz e do reino traz mudanças profundas e poderosas no social também. Define os valores do mundo: poder, posição, reconhecimento, riqueza. O evangelho representa a vitoria por meio da debilidade, a riqueza na pobreza e o poder no serviço. Isto muda nossa atitude com o pobre, com as posições sociais, a riqueza ou as carreiras.
  3. uma igreja centrada no evangelho deve combinar diferentes paixões que não são vistas juntas em uma mesma igreja. Isto faz que a gente volte a visitarmos e tome nossa mensagem seriamente. Nas comunidades de valores tradicionais, uma igreja pode carecer destas combinações, contudo, ainda ter credibilidade. Este é o caso do campo missionário secular.

Comunidade de contracultura.

  1. Geral: A moralidade individual e o evangelismo pessoal não são testemunhos suficientes no campo missionário secular. A pulcra escrupulosidade e o evangelismo deixa o cristão indistinguível dos mormos, os testemunhas de Jeová, os mulçumanos,etc. 1. Os cristãos devem modelar uma forma totalmente alternativa de ser como sociedade através de mostrar praticamente uma maneira de vier em comunidade.
  2. Específicos: 1. Sexo: se deve modelar e viver uma vida de pureza sexual não baseada em ter mais vergonha e pudor que a cultura externa, senão em ter mais gozo, segurança e agrado com a sexualidade. 2. Dinheiro: uma comunidade de pessoas que tomam decisões em relação a sua carreira, gastos e economia, residência sobre a base do serviço antes que a comodidade ou prosperidade pessoal. Modelar uma generosidade radical sem cair no farisaísmo. 3. Poder: a. relações interculturais e interrraciais e compatilhar o poder. B. abertura e humildade para com quem diferimos profundamente.
  3. Relações interpessoais poderosas dentro da comunidade caracterizada pelo ceder de direitos, escutar o outro, perdoar, comprometer-se com a reconciliação e ter atitudes de servo.

Renovação cultural das vocações laicas.

  1. Geral: A diferença chave entre as igrejas missionais com as igrejas da cristandade está na ênfase do discipulado publico: elaborando os distintivos cristãos, contudo, simultaneamente participando ativamente na produção da cultura. Meta: não a participação com assimilação de valores, mas tampouco, separação e monasticismo. Em uma sociedade da cristandade não há necessidade de discutir acerca de como é um cristão ator, empresário, artista, escritor, jornalista, etc. A sociedade é considerada basicamente cristã. A ênfase da igreja esta dedicada ao compromisso pessoal.
  2. Especifico: 1. Retórica geral apóia aos cristãos que se dedicam a seu trabalho nos campos vocacionais seculares. 2. Estratégia tripla: a. a analise de uma teologia do reino: ídolos da cultura/sociedade- o que se pode aceitar da cultura, que se aceita, contudo, é reelaborado aquilo que se pesquisa. B. produzir juntos- conectar-se para poder produzir cultura, ajudar-se mutuamente para poder excelência. C. nutrir e apoiar temas particularmente pastorais no campo.

Consciência de reino global como igreja.

Geral: Durante a época da cristandade, as igrejas se definiam a si mesmas em contraposição com outras igrejas, não em relação ao mundo. Existia um sectarismo e territorialismo generalizado. Por outro lado, a unidade da igreja é um fator profundamente missional – Joao 17- . Quando for possível, devemos buscar mostrar ao mundo nossa unidade.

Específico: 1. Ao nível local, tratar de cooperar ao máximo com outras igrejas sem comprometer a integridade – as diferenças teológica são importantes. 2. Especialmente devemos ver a necessidade de escutar as igrejas emergentes da Africa, America Latina e Asia. Tem tanto para ensinarmos a eles e eles a nós. Os devemos tratar com deferência. Com? A. A educação teológica compartilhada. B. cooperação entre iguais no campo missionário, não um modelo americano de envio de missionários 3. Intensivo inicio de igrejas em todas as partes para poder criar corpos missionários conscientes de trabalhar pelo reino. É muito mais fácil iniciar uma nova igreja com as sete marcas da igreja missional que intentar renovar uma velha igreja. O modelo da cristandade iniciou poucas igrejas em nosso próprio país.

Fonte: Manual de Plantadores de Igrejas –em espanhol-.

Oração centrada no Reino

 

 

Desenvolvimento de uma equipe de oração centrada no Reino.

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A oração centrada no Reino não é meramente instintiva, senão guiada pelo Espírito, não centrada no homem, mas em Deus, não é responsiva as necessidades particulares senão ao serviço do reino, não é sentimental, mas, baseada nas Escrituras, não é solitária, mas, comunitária, não é tímida mas atrevida , nem tampouco é uma passiva resignação senão uma ativa cooperação. A oração centra no reino é o clamor reverente dos filhos adotados de Deus capacitados pelo Espirito Santo em favor da gloria de Deus por meio de persistente pedir as nações como sua prometida herança.
Archie Parrish, Kingdom-centered Praying, MNA Conference 2000

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Estas são três qualidades de uma oração que opera na renovação.
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1.Se concentra na presença e no reino de Deus. Jack Miller nos explica a diferença entre oração de manutenção e reuniões de oração de frente de batalha. As reuniões de oração de manutenção são curtas, mecânicas e totalmente enfocadas nas necessidades físicas dentro da igreja. Contudo, as reuniões de oração de frente de batalha tem três características básicas: 1. Um pedido por graça para confessar os pecados e humilhar-se. 2. Uma compaixão e desejo pelo florescimento da igreja e o evangelismo dos perdidos, e 3. Um desejo fervoroso por conhecer a Deus, ver seu rosto e contemplar sua glória. Estas não são meras declarações. Alguém pode distinguir claramente quando está de frente de uma reunião deste tipo. Ainda mais, é interessante estudar as orações bíblicas pelo avivamento como as de Atos 4, Exodo 33, ou Neemias 1. Ali vemos claramente estes três elementos. Por exemplo, note-se que em Atos 4, os discípulos, cujas as vidas estavam debaixo de ameaças, não pediram por proteção por si mesmos ou suas famílias, senão por coragem para seguir pregando.

2.É audaz e específica. Lloyd-Jones nota que os mais grandes homens eram audazes ao orar, muito específicos e tinham argumentos em suas bocas. Ao comentar a oração de Moises pela gloria de Deus em Exodo 33, escreve: “Os recomendo a leitura da biografia de homens que tem sido usado por Deus na igreja através dos séculos, especialmente em avivamentos. E verão esta mesma audácia santa, este argumento, raciocínio, elaborando a causa para Deus, reclamando suas promessas. Oh, este é o segredo da oração, penso as vezes. Thomas Goodwin usa um termo fabuloso. Diz, “Pleitei por Ele, demande por Ele. Não O dê descanso. Incomode-O, para ser possível, por Ele, em Suas promessas. Cita as Escrituras. E, como sabes, a Deus, é agradável que o queremos, como um pai gosta quando seu próprio filho obviamente tem estado escutando o que o pai tem está dizendo”.
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3.É predominantemente, corporativa.
Com isto, queremos dizer que simplesmente a oração deve ser constante, não esporádica e breve. Por que? É que pensamos que Deus que nos rastrear? Por que não pedir e aguardar simplesmente? A razão é que não temos sido tão impertinentes. As orações esporádicas e breves demonstram que não temos dado tempo a Ele. Mostra nossa falta de dependência, uma dependência completa nele, somente assim teremos levantado um altar onde Deus pode honrar com seu fogo. Devemos orar sem cessar, extensamente, duramente, e veremos que o mesmo processo é o trará a fazer o que pedimos: que nossos corações se derretam, que as barreiras se caiam, que a gloria de Deus desça.
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Recrutamento de companheiros de oração.
Os plantadores de igrejas que se dedicam a oração. Assim mesmo, buscam outros por quem quer orar e com quem quer orar. Para poder recrutar e manter uma equipe de oração, o plantador de igreja deve estar comprometido em comunicar a visão, pedir e responder.
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Manual para plantadores de Iglesias, p. 127-128

Deuses Falsificados.

Deuses Falsos: as promessas vazias do dinheiro, poder e sexo, e a única esperança que importa.
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Introdução: Uma fábrica de ídolos.

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Um Estranha Melancolia

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Depois de a crise econômica global começar no meio de 2008, ocorreram muitos trágicos suicídios após de pessoas formalmente ricas e bem conectadas socialmente, o chefe financeiro da Freddie Mac, uma corporação de empréstimos federal, enforcou-se no seu sótão, o chefe executivo da Sheldon Golden, a líder nos EUA, uma empresa poderosa, deu um tiro em si na frente de seu Jaguar. Um empresário Frances do ramo de investimentos, que investiu a riqueza de muitas famílias reais e proeminentes da Europa, que perdeu cerca de 1,4 bilhões de dólares de seus clientes no esquema de Bernard Maddof´s Ponzi, cortou os pulsos e morreu em seu escritório na Avenida Madison em Nova York. Um executivo sênior dinamarquês do HSBC, enforcou-se numa suíte de 500 libras a noite em Knightsbridge, em Londres
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Em 1830, Quando Alexis de Tocqueville anotou suas famosas observações sobre a America, ele notou uma “estranha melancolia que perseguia seus habitantes...em meio a abundância” . Americanos acreditam que a prosperidade pode preencher sua necessidade de felicidade, mas tal é esperança é ilusória, porque, como Tocqueville acrescentou, a incompletas alegrias deste mundo nunca vão satisfazer o coração humano. Esta estranha melancolia manifesta a si mesma em diversas formas, mas sempre deixa o mesmo desespero quando não se acha o que satisfaz.
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Há uma diferença entre sofrimento e desespero. Sofrimento é a dor para qual há fontes de consolação. Sofrimento vem da perca de algo bom em meio a outros, se você experimentou um revés na carreira, você encontra conforto na sua família para passar por isto. Desespero, contudo, é inconsolável, porque isso vem da perca da coisa absoluta. Quando você perde a coisa absoluta que é a fonte de esperança ou significado para sua vida, então não há fontes alternativas para se colocar no lugar. Isso arrebenta seu espírito.
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Qual é a causa desta estranha melancolia que permeia nossa sociedade mesmo em tempos de frenética atividade, e que se apresenta tão forte quanto a prosperidade míngua? De Tocqueville diz que isso vem pegar a alegria incompleta deste mundo e fazer dela sua vida inteira sobre isto. Esta é a definição de idolatria.

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Uma cultura cheia de ídolos.
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Para as pessoas contemporâneas a palavra idolatria parece algo de figuras primitivas de pessoas se ajoelham diante de estatuas. O livro bíblico de Atos no Novo Testamento contem uma vivida descrição das culturas do antigo mundo Greco-romano. Cada cidade adorava suas deidades favoritas e construíam santuários ao redor destas estatuas para adorar. Quando Paulo foi a Atenas ele viu isso esta cheia destas imagens (At. 17.16). O Parthenon de Atenas podia ser visto por todos na cidade, mas as outras deidades estavam representadas nos outros espaços públicos. Havia Afrodite, a deusa da beleza; Áries, o deus da guerra; Artemis, a deusa da fertilidade e riqueza, Vulcano, deus do fogo, metalurgia.
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Nossa sociedade contemporânea não é tão diferente fundamentalmente desta sociedade antiga. Cada cultura é dominada por seu próprio conjunto de ídolos. Cada uma tem seus sacerdotes, seus totens e seus rituais. Cada uma possui seus santuários- podendo ser prédios comerciais, spas, academias de ginástica, estúdios de televisão, estádios- onde os sacrifícios são feitos para procurar as bênçãos da boa vida e escapar do desastre. O que são os deuses da beleza, poder, dinheiro, e conquista senão as mesmas coisas que tem assumido proporções míticas em nossas vidas individuais hoje na nossa sociedade? Nós podemos não ajoelhar fisicamente perante a estátua de Afrodite, mas muitas jovens mulheres hoje estão caminhando para a depressão e disfunções alimentares por conta de uma obsessiva compulsão a respeito da imagem de seu corpo. Nós podemos não estar queimando incenso para Artemis, mas quando dinheiro e carreira chegam a proporções cósmicas, nós criamos um sacrifício de crianças, negligenciando família e comunidade para alcançar um lugar mais alto nos negócios e ganhar mais riqueza e prestigio.
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Depois que o governador de Nova York Eliot Spitzer destruiu sua carreira por causa de seu envolvimento com prostituição de alto-luxo, David Brooks notou que nossa cultura tem produzido lideres com grandes desequilíbrios pessoais. Eles possuem capacidades sociais para relações de ascensão vertical, com seus mentores e chefes, mas nenhuma genuína relação horizontal em seus relacionamentos com suas esposas, amigos e família. Inúmeros candidatos presidenciais dizem que estão disputando a eleição com o apoio de suas famílias, mesmo sabendo que passam a maior parte do tempo de suas vidas longe delas disputando votos em viagens longe de suas casas. Muitos dos seus filhos e suas esposas são estranhos a eles. Eles buscam a cura da dor. Eles entram, então, em casos amorosos ou tomam outras medidas desesperadas para medicar o vazio interno que há neles. Então estas famílias quebram ou são vitimas de escândalos ou ambos.
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Eles têm sacrificado tudo para o deus do sucesso, mas isso não é suficiente. Em tempos antigos, as deidades tinham uma sede de sangue que era muito difícil de ser saciada. E ainda é.
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Ídolos do coração.
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É muito difícil convencer a respeito deste caso na era da internet, da bolha de especulação imobiliária que perdurou durante 20 anos. Contudo, a grande crise econômica de 2008-2009, mostrou claramente para nos as conseqüências da cultura da ganância. Há tempos atrás, São Paulo escreveu que a avareza não era apenas um comportamento ruim. Avareza é idolatria, ele escreveu (Cl. 3:5). O dinheiro pode ter atributos divinos, ele ensinava, e nossa relação com ele pode se aproximar de uma relação de adoração e obediência.
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O dinheiro se torna um vicio espiritual, e como todos os vícios ele esconde suas reais proporções de suas vitimas. Nós podemos tomar mais e mais riscos para tentar continuar viciado e esconde-lo, mas um dia ele arrebenta nossas vidas e se demonstra. E então, nós começamos a se perguntar: Onde eu estava com a cabeça? Como pude ser tão cego? Por que agimos tão irracionalmente? Por que perdemos tão completamente a visão do que era certo?
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A resposta bíblica é que o coração humano é uma fabrica de ídolos.
Quando a maioria das pessoas pensa em ídolos, elas têm em mente, estatuas literalmente- ou algum pop star apontado pela TV. Ainda que exista adoração a ídolos como tradição em muitos lugares do mundo- com estatuas, rituais antigos. A adoração a ídolos internos, com o coração, é universal. Em Ez. 14:3, Deus diz a respeito dos anciões de Israel, “estes homens deram lugar nos seus corações aos seus ídolos”. Como nós, os anciões deveriam ter respondido a esta acusação, Idolos? Que ídolos? Eu não vi nenhum ídolo. Deus estava dizendo que o coração humano toma as coisas boas como uma carreira de sucesso, amor, posses materiais, ate família, e transforma estas coisas em ultimas coisas. Nossos corações deificam elas como se fossem o centro de nossas vidas, porque, nos pensamos, que elas pode dar a nos a significância e a segurança, proteção e satisfação, se nós conseguirmos elas.
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O tema central do Senhor dos Aneis é o anel do poder tenebroso do Lorde Sauron, que corrompe qualquer um que tenta usa-lo, não importa quão boa são suas intenções, o anel como diz o professor Tom Shippey é um amplificador psíquico, que toma o desejo fundamental do coração e o magnífica em proporções idolátricas. Alguns bons caracteres do livro querem livrar escravos, ou preservar a terra do seu povo, ou levar aos maus a justa punição. Todas estas coisas são bons objetivos, Mas o Anel fazem eles quererem fazer qualquer coisa para alcança-los, qualquer coisa mesmo. Ele transforma a boa coisa em um absoluto que supera qualquer outro valor ou crença. O usuário do anel se torna progressivamente escravizado e viciado nisto, num ídolo, que é algo que nós não podemos viver sem. Nos temos que te-lo, e ainda que isso nos leve a quebrar as regras que alguma vez honramos, que nos levem a causar dano aos outros ou a nós mesmos, em ordem de obte-lo. Idolos são vícios espirituais que levam a um mal terrível, no livro de Tolkien ou na vida real.
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Qualquer coisa pode ser um ídolo.
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Momentos culturais como o que estamos vivendo agora nos providencia uma oportunidade. Muitas pessoas estão agora mais abertas para os avisos da Bíblia sobre dinheiro, que ele pode se transformar em muito mais que só dinheiro. Ele se transforma em algo com poder de alterar uma vida, um deus formado culturalmente, um ídolo que quebra os corações de seus adoradores. As mas noticias é que nós estamos tão aficionados no problema da avareza, que nós tendemos a ver o problema como algo das pessoas ricas, e não nos atentamos para a verdade mais profunda. Qualquer coisa pode ser um ídolo, e tudo foi um ídolo.
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O mais famoso código moral do mundo é o decálogo, os dez mandamentos. O primeiro mandamento nos diz que “Eu sou o Senhor, teu Deus... e você não terá outros deuses diante de mim” (Ex. 20:3). Isto nos leva a uma questão natural- O que você quer dizer com outros deuses? A resposta vem imediatamente, “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás...” (Ex. 20:4-5). Isso inclui tudo que existe no mundo! Maioria das pessoas sabe que nós podemos fazer do dinheiro, um deus. Muitas pessoas sabem que nos podemos criar um deus do sexo. Contudo, qualquer coisa na vida pode serivir como um ídolo, um Deus-alternativo, um Deus Falso. Eu recentemente ouvi uma historia sobre um oficial do exercito que buscava de forma tão exorbitante cumprir as disciplinas físicas e militares que acabou sua liderança. Isto levou a quebra de comunicação tão grave durante um combate que resultou em fatalidades. Eu conheci uma mulher que tinha experimentado períodos de pobreza quando ela era estava crescendo. Quando ela se tornou adulta, ela era tão ansiosa pela sua segurança financeira que ela abandonou toda perspectiva de relacionamentos em ordem de casar com alguém rico que ela não amava realmente. Isto levou a um divorcio prematuro e para todas os apertos econômicos que ela tinha temido tanto. Isso acontece com alguns dos jogadores da Major League Baseball, em uma busca para jogar não somente bem, mas num nível do Hall da Fama, eles tomam esteróides e outras drogas. Como resultado, seus corpos são corpos estão mais frágeis e sua reputação manchada quando buscam a qualquer custo ser mais que bons, estar entre os melhores. As muitas coisas sobre as quais estas pessoas estão construindo toda sua felicidade se transforma em pó em suas mãos por causa eles tem jogado toda sua significância ai. Em cada caso, uma boa coisa entre muitas se transforma numa causa, coisa suprema, então esta demanda um cancelamento de todos os outros valores competidores. Contudo, os deuses falsos são sempre desapontadores, e, então, cada vez mais destrutivas.
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É uma coisa errada querer tropas disciplinas, ou segurança financeira, ou capacidade atlética? Em absoluto. Mas estas historias apontam para um erro comum que as pessoas fazem quando eles escutam o conceito bíblico da idolatria. Nós pensamos que ídolos são coisas ruins, mas este quase nunca é o caso. Quanto maior o bem, mais esperamos que ele poderá satisfazer nossas mais profundas necessidades e esperanças. Tudo pode servir como um deus falsificado, especialmente as melhores coisas na vida.
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Como Criar um Deus.

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O que é um ídolo? É qualquer coisa mais importante que você tenha mais que Deus, tudo que absorve seu coração e imaginação mais que Deus, tudo que você procura para dar a você o que apenas Deus pode dar.

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Um deus falsificado é qualquer coisa tão centrla e essencial para sua vida, que, se você perder isto, sua vida fica sem qualquer razão de ser. Um idolo tem tanta posição de controle no seu coração que você pode gastar maior parte da sua paixão e energia, seus recursos financeiros e emocionais, nisto sem pestanejar. Isso pode ser familia ou crianças, uma carreira, fazer dinheiro, ou a busca de reconhecimento, ou visual melhor, ou posição social. Isso pode ser uma relação romântica, aprovação, competência e habilidade, segurança ou circunstâncias confortáveis, sua beleza ou seus miolos, uma grande causa política ou social, sua moralidade, sua virtude, ou até seu sucesso como ministro cristão. Quando seu significado na vida é consertar a vida de outra pessoa, nós chamamos isto de co-dependência, o que é realmente uma idolatria. Um ídolo é tudo quanto nós olhamos e dizemos em nosso coração, se eu tiver isto, então eu me sentirei com significado, minha vida tem sentido, e eu saberei que tenho valor, eu me sentirei cheio de signicado e seguro. Há muitas maneiras de descrever que tipo de relacionamento com alguma coisa é este, mas o melhor termor, é adoração.

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Os antigos pagãos não estavam fantasiosos quando eles retratavam virtualmente tudo como um deus, eles tinham deuses do sexo, deus do trabalho, deus do dinheiro, deus das nações- para o simples fato que tudo pode ser um deus que governa e serve como uma deidade no coração da pessoa ou na vida do povo. Por exemplo, beleza física é uma coisa agradável, mas se você deifica isto, se faz disto a coisa mais importante na vida da pessoa ou na vida da cultura, então você tem Afrodite, e não apenas beleza. Você tem pessoas, e uma cultura inteira, que agoniza constantemente sobre sua aparência, gastando quantidades absurdas de tempo e dinheiro nisto, e tolamente avaliando caráter com base nisto. Se alguma coisa se torna mais fundamental que Deus para sua felicidade, sentido na vida, e identidade, então isto é um ídolo.

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O conceito bíblico de idolatria é uma idéia extremamente sofisticada, integrando categorias intelectuais, sociais, psicologicas, culturais e espirituais. Há idolos pessoais, como um amor romântico e família, ou dinheiro, poder, ou realização, ou acesso a círculos sociais em particular, ou uma dependência emocional dos outros em você, ou saúde, ou forma física, ou beleza física. Muitos buscam em todas estas coisas pela esperança, sentido e satisfação que somente Deus pode dar.

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Há ídolos culturais, tais como o poderio militar, o progresso tecnológico, e a prosperidade econômica. Os ídolos de sociedades tradicionais incluem família, trabalho duro, dever e virtude moral, enquanto que na cultura ocidental estão a liberdade individual, auto-descobrimento, influência pessoal, e satisfação. Todas estas coisas podem tomar um tamanho desproporcional e poder na sociedade. Eles prometem para nós, a proteção, paz e feliciade se apenas nós basearmos nossas vidas neles.

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Como também podem existir ídolos intelectuais, também chamado de ideologias. ideologies. Por exemplo, os intelectuais europeus, no fim do sec. XIX e começo do sec. XX, se tornaram partidários da visão de Rosseau, acerca da inata bondade da natureza humana, que todos nossos problemas sociais são resultado de uma educação pobre e socialização. A 2a. Guerra Mundial abalou esta ilusão. Beatrice Webb, que muitos consideram a arquiteta do Estado de bem estar social moderno britânico, escreveu:

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Em algum lugar no meu diário -1890? - Eu escrevi: "eu tenho apostado tudo na essencial bondade da natureza humana.." agora, trinta e cinco anos depois eu percebi quão permanente é o mal que está no instintos e impulsos dos homens- quão pouco você pode contar em mudar alguma parte desse mal- por exemplo, o apelo da riqueza e do poder- em alguma transformação nesta máquina social... nenhuma quantidade de conhecimento ou ciência poderá ser útil a menos que nós podemos refrear este mau impulso. /

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Em 1920, em seu livro Outline of History, H.G. Wells louvou a crença no progresso humano. Em 1933, em seu The Shape of Thing to Come, chocado pela prepotência e violência das nações européias, Wells acreditava que a unica esperança para os intelectuais era apreender o controle e coordenar um programa compulsório educacional para levar paz, justiça e equidade. Em 1945, em In Mind at The End of of Its Tether, ele escreveu: Homo sapiens, como ele tem sido agradavel em chamar a si mesmo, está sendo destruído". O que aconteceu com Wells ou Webb? Eles tinham tomado uma verdade parcial e feito deisto uma verdade que englobava tudo, pela qual tudo poderia ser explicado e provido. Ao apostar tudo na bondade humana, eles colocaram isto no lugar de Deus.

Há também ídolos, que são valores absolutos inegociáveis, em cada campo vocacional. No mundo dos negócios, a auto-expressão é suprimida pelo valor último, o lucro. No mundo das artes, é ao contrário, a auto expressão é tudo. Tudo é sacrificado pela auto-expressão, e isto é realizado em nome de uma redenção. Isto, este seu pensamento, é o que a raça humana necessita acima de tudo. Há ídolos em todos os lugares.

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Amor, Confiança e Obediência

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a Bíblia usa três metáforas básicas para descrever como pessoas se relacionam com os ídolos de seus corações. Ela amam ídolos, confiam em ídolos, e obedecem seus ídolos.

A bíblia algumas vezes fala sobre ídolos usando uma metáfora matrimonial. Deus deveria ser nosso verdadeiro esposo, mas quando nós desejamos e nos deleitamos em outras coisas além de Deus, nós cometemos um adultério espiritual. Romance ou sucesso pode se tornar falsos amantes que prometem fazer-nos sentir-nos amados e valorizados. Idolos capturam nossa imaginação, e nós podemos localizar eles olhando para nossos sonhos em vigília. O que nós gostamos de imaginar? O que são nossos são nossos sonhos fundamentais? Nós olhamos para nossos ídolos para eles nos amar, para nos prover um valor e um sentido de beleza, significância, e mérito.

A Bíblia, algumas vezes, fala dos ídolos usando uma metáfora religiosa. Deus deveria ser nossos verdadeiro salvador, mas nós olhamos para o sucesso pessoal ou prosperidade financeira, e buscamos encontrar lá a salvação, paz e segurança que precisamos. Idolos nos dão um senso de estarmos no controle, e nós podemos localiza-los quando vemos nossos pesadelos. Do que temos mais medo? O que, se perdessemos, faria de nossa vida inválida, sem sentido? Nós fazemos sacrifícios para acalmar e agradar nossos deuses, em quem nós acreditamos que nos protegem. Nós procuramos em nossos ídolos, um provimento de confiança e segurança, que proteja a gente.

A Bíblia também fala de ídolos, usando uma metáfora política. Deus deveria ser nosso Senhor e Mestre,mas tudo quanto nós amamos e confiamos pode também servir assim. Qualquer coisa pode se tornar mais importante e inegociável para nós como Deus, isso vai se transformando num ídolo escravizador. Neste paradigma, nós podemos localizar idolos olhando para nossas mais inflexíveis emoções. O que nos faz raivosos incontroláveis, ansiosos, ou desanimados? O que nos tortura com culpa que não podemos mudar? Idolos controlam a gente, desde que nós sentimos que devemos tê-los em nossa vida ou sem eles, ela não terá sentido.

O que quer seja que nos controla é nosso senhor. A pessoa que busca poder é controlada pelo poder. A pessoa que busca aceitação é controlada pelas pessoas em que ela ou ele deseja agradar. Nós não controlamos a nós mesmos. Nós somos controlados pelo senhor de nossas vidas.

O que muitas pessoas chamam de problemas psicológicos são simples assuntos de idolatria. Perfeccionismo, wokaholic, indecisão crônica, a necessidade de controle da vida dos outros - todas estas ramificações fazem as boas coisas se tornarem idolos que controlam-nos quando tentamos alcançar eles. Idolos dominam nossas vidas.

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A oportunidade de desencanto.

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Como nós temos visto, há uma grande diferença entre desespero e sofrimento, já que desespero é um sofrimento insuportável. Na maioria dos casos, a diferença entre os dois, é a idolatria. Um homem de negócios coreiano matou a si mesmo depois de perder 370 milhões em investimento. "Quando indice da bolsa de ações baixou 1,000 pontos, ele parou de comer e foi beber por dias, e finalmente, decidiu se suicidar" sua esposa disse a um policial. No meio da crise financeira de 2008-2009, eu ouvi um homem chamado Bill contando que 3 anos antes de se tornar cristão, sua dependência mudou do dinheiro para seu relacionamento com Deus, Se a crise economica tivesse acontecido há mais de 3 anos atrás, eu não sei como lidaria com isto,como eu enfrentaria ela, como eu continuaria estar vivo. eu posso dizer honestamente, eu nunca fui feliz na minha vida.

Pensava como nós pensamos no mundo secular, idolos, deuses brilhantes de nossa era, tem o posto de uma confiança funcional em nossos corações. Com a economia global em frangalhos, muitos destes idolos que nos adoramos por anos tem arrebentado pessoas em torno de nós, esta é uma experiência de desencantamento. Nas velhas lendas, isso significa que o feitiço lançado pelo mau personagem foi quebrado, e há uma chance para escapar. Muitas vezes vem para nós como indíviduos, quando uma grande empreita, busca ou pessoa em que nós construimos nossas esperanças falha em entregar aquilo que nós pensamos que era certo. Isso muito raramente vem para uma sociedade inteira

O caminho a seguir, fora do desespero, é discernir os idolos dos nossos corações e da nossa cultura. Mas, isso não será suficiente, o unico caminho para livrar a nós mesmos da destrutiva influência dos deuses falsificados é voltar para o único verdadeiro. O Deus vivo, que revelou a si mesmo no Monte Sinais e na Cruz, é o unico Senhor quem, se você encontrar a ele, ele vai te completar, se você falhar, você pode confiar que ele verdadeira vai perdoar você.