sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Igreja Missional

 

Lesslie Newbigin foi um missionário britânico que foi a India na década de 50. Quando saiu da Inglaterra, a igreja ocidental, entretanto, se relacionava com a cultura, era o que se chamava de cristandade. As instituições da sociedade cristianizavam as pessoas por meio de estigmatizar toda outra conduta ou crença que não fora cristã. A igreja reunia as pessoas e as desafiava a um compromisso cristão pessoal.

Quando Newbigin chegou a India encontrou que as igrejas não apoiavam financeiramente as missões, nem levavam adiante a tarefa missionária (como se poderia dizer que faziam as igrejas ocidentais) sem que eram missionais em todo aspecto. Ao estar em uma cultura não cristã não poderiam simplesmente colocar em compromisso as pessoas cristianizadas. Antes, bem deveriam adaptar cada aspecto de sua vida eclesiástica: adoração, pregação, vida comunitária, discipulado a um mundo não cristão.

  1. Já que todas as visitantes a um culto de adoração não seriam cristãos, toda sua adoração e pregação se ajustava a eles.
  2. Como os membros da igreja deveriam viver suas vidas de acordo com valores radicalmente diferentes do resto da sociedade, o discipulado e o treinamento não somente os equipava para responder as perguntas e compartilhar a fé, como também que deviam conjugar os padrões de conduta pessoais e corporativos cristãos que colocariam em evidencia para a sociedade como é viver o Reino de Deus.

Quando Newbigin se jubilou do campo missionário na década de 1980, então, se encontrou com uma cultura ocidental que se havia convertido em muitas maneiras firmemente resistente ao evangelho como qualquer outra sociedade do mundo, contudo as igrejas não se haviam adaptado a esta nova situação.

Seguiam pregando em uma linguagem que somente as pessoas cristianizadas poderiam compreender.

Continuavam criando uma atmosfera que somente as pessoas tradicionais e conservadoras poderiam sentir-se confortável.

Seguiam discipulando as pessoas concentrando-se em suas habilidades individuais para conduzir suas vidas privadas – estudo bíblico, oração) e não para poder viver suas vidas com uma distinção cristã em um mundo secular, nas arenas publicas da política, artes, negócios e outras.

O esforço da Redeemer para ser missional.

Transação. Que é a Redeemer? Redeemer é um esforço imperfeito para ser uma igreja missional na cidade de Nova York. Com isto queremos dizer, em primeiro lugar, que não pensamos que nossos amigos céticos (do cristianismo) ao nosso redor são geralmente conservadores em seu modo de pensar. (Por sinal, não os são). Tampouco, pensamos que uma pessoa deve ser convencional, formal e conservadora para poder chegar a ser cristã. Portanto, em segundo lugar, queremos dizer que absolutamente todo o que fazemos deve ser missional, comprometido completamente em mostrar a beleza do evangelho ao mundo que nos rodeia.

Evidência: Redeemer recebe constantemente novas pessoas. Em cada parte e aspecto da igreja temos pessoas que ainda não crente ou que estão peregrinando espiritualmente, todavia, quem esta evangelizando? O interessante é que cada membro do pessoal da igreja esta envolvido na educação, treinamento, nutrição e apoio dos crentes. Nenhum membro de nosso pessoal tem a tarefa de ir e ganhar os perdidos. Como é então que há tantos interessados no evangelho vindo a nossa igreja, mais do que é visto em qualquer outra congregação? Se deve, em certo grau, que a igreja mesma tem um formato missional. Não quer dizer que todo que nos fazemos seja desenhado com a intenção de converter pessoas, senão que cada parte da igreja tem sido contextualizada e adaptada para ser um povo cristão que transpira o evangelho em cada serviço as pessoas de uma cultura não cristianizada que tem sensibilidades modernas e pos-modernas.

Elementos de uma igreja missional

  1. lideres que amam a cidade

a. uma atitude positiva faz a cidade. Não a condenamos, nem simplesmente a afirmamos tal como está. Não sentimos temor e nem tampouco somente sentimos lastimas por seus problemas. A amamos. Isto se transforma em uma relação recíproca. Os lideres devem humildemente aprender e respeitar a cidade de nova York e sua gente. Os lideres devem sentir-se entusiamados e enriquecidos pela cidade, não sentir-se sobrecarregados por ela.

b. um desejo de viver entre as pessoas que servem: 1. Fator comum, os lideres de igrejas pobres vivem em bairros melhores, os lideres de áreas afluentes vivem em bairros mais baratos. 2. Por que? Porque o residir nas comunidades onde devem ministrar envolvem sacrifícios e a necessidade de perder uma inconsciente sensação de superioridade – sobre o pobre como pela ignorância do rico-. 3. Dessa maneira os lideres não podem entender as pessoas que querem servir.

O evangelho re escreve a historia da cultura.

a. Conteúdo: 1. A principal dinâmica: devemos entrar e então re escrever a historia da cultura a luz do evangelho. Isto é diferente de assimilar-se ou confrontar a cultura. A. “entrar quer dizer ter uma simpatia bíblica pelas aspirações da cultura. Ou seja fazer uma imersão na literatura, arte, linguagem das pessoas e a cultura e ter o desejo de ressoar aquilo que é bom e valido, sem deixar de passar todo pela malha da Bíblia. B. então, e somente então, pode re escrever a historia. Com isto queremos dizer que mostramos como o evangelho de Cristo responde/completa as historias e aspirações melhor que tudo. 2. Quais são algumas das historias em nossa cultura pos moderna? A. liberdade da opressão, oposta a tradicional historia do bom filho. A distinção bíblica é que o evangelho provê a liberdade dos ídolos versus a escravidão religiosa ou irreligiosa a que alguém esta submetido. B. a abertura a todo em oposição ao tradicional nacionalismo. A distinção bíblica é que o evangelho nos capacita para receber abertamente a todos, invés de inclusivismo simplista, que é injusto ou exclusivo. C. Mais neste sentido: a verdade encarnada versus regimes de verdade ou não verdade. Identidade versus fraturação e o poder opressor. Exemplo: o desafio por definir o pecado biblicamente em termos de relações e escravidão, o que tem eco em nossa cultura circundante. B. Modo: 1. “Conversacional” versus retórico- grande antipatia pela verbosidade, ou pelo estilo muito eloqüente ou qualquer outra coisa que dê uma idéia de ser controlada ou forçada. 2. Irônico, gracioso versus sentimental ou cínico. 3. Pregação redentora-historica versus expositiva/ tópica. Nem moralista nem inspiradora.

Falar o vernáculo.

  1. Geral – Sempre espere ser ouvido. Fale com se toda a comunidade estivera presente, não somente por aqueles que tem nos assentos. Por que? 1. Porque os cidadãos da pos modernidade provam o cristianismo através de dezenas de mini-decisoes. Qurem ver primeiro como funciona. 2. Fale desta maneira e os cristãos sentirão a liberdade de incluir os eventos da igreja como parte de sua estratégia para fazer amigos. De outra maneira simplesmente, não os tomarão em conta.
  2. Específico: tenha em mente que todo isto deve fluir de um coração transformado pelo evangelho, de outra maneira será pura artimanha e jogo de mercado: 1. Evite a linguagem tribal: use linguagem simples e acessível em vez de eloqüência estilizada – a linguagem da oratória faz que as pessoas se sintam excluídas, e o vocabulário técnico- termos doutrinais/bíblicos sem explicações. 2. Evite a mentalidade internista, falando dos crentes como se fossem especialmente diferentes ou fazendo declarações cínicas sobre outras religiões ou outros estilos de cristianismo. 3. Evitar citar a Bíblia ou explicar tema como um tomo que qualquer pessoa inteligente deveria saber isto décor, tenha cuidado como repete citações de autoridades. 4. Constantemente antecipe e refrei-se em temas, objeções e reservas que os céticos ou aqueles que estão em uma peregrinação espiritual com o maior respeito e compreensão. Novamente o evangelho, se o evangelho esta afetando sua vida, você terá uma profunda compreensão por aqueles que estão lutando por crer. Nunca tenha uma pose de superioridade.
  3. Atitudes e sentimentos: 1. As pessoas tradicionais da classe media valorizam a privacidade, segurança, homogeneidade, estabilidade, sentimentalismo, espaço,ordem e controle. A cidade esta cheia de pessoas diversas, irônicas, e ultra progressistas que absolutamente não compartilham estes valores. Ainda assim, devemos gostar deles e aprecia-los. Necessitamos forjar uma saudável voz cristã irônica que seja gozosamente realista antes que sentimental, pomposa ou inspiracional, emocionalmente manipuladora. 2. Os cristãos expressam suas emoções de uma maneira que muitas vezes distanciam os não cristãos. Se devemos estar ombro a ombro com pessoas que se encontram em diferentes níveis em sua peregrinação devemos cuidar de não nos deixarmos levar por nossas emoções. Ou seremos como atletas deixando para trás os descapacitados físicos em uma corrida. Não seja autocomplacente na adoração.

Ministério contra intuitivo e de ações.

  1. As pessoas no mundo secular tem uma forte convicção de que religião é realmente poder social. Necessitam localizar cada igreja em algum lugar no espectro ideológico do liberalismo de esquerda ou no conservadorismo de direita.
  2. o evangelho faz que a igreja não pode ser encerrada em uma só categoria. 1. A justificação por meio da fé traz mudanças psicológicas profundas e poderosas, ainda que pecador, sou aceito. Isto converte as pessoas. Minhas cadeias caíram, meu coração é livre, me levanto e sigo a Ti. 2. Por outro lado, o evangelho da cruz e do reino traz mudanças profundas e poderosas no social também. Define os valores do mundo: poder, posição, reconhecimento, riqueza. O evangelho representa a vitoria por meio da debilidade, a riqueza na pobreza e o poder no serviço. Isto muda nossa atitude com o pobre, com as posições sociais, a riqueza ou as carreiras.
  3. uma igreja centrada no evangelho deve combinar diferentes paixões que não são vistas juntas em uma mesma igreja. Isto faz que a gente volte a visitarmos e tome nossa mensagem seriamente. Nas comunidades de valores tradicionais, uma igreja pode carecer destas combinações, contudo, ainda ter credibilidade. Este é o caso do campo missionário secular.

Comunidade de contracultura.

  1. Geral: A moralidade individual e o evangelismo pessoal não são testemunhos suficientes no campo missionário secular. A pulcra escrupulosidade e o evangelismo deixa o cristão indistinguível dos mormos, os testemunhas de Jeová, os mulçumanos,etc. 1. Os cristãos devem modelar uma forma totalmente alternativa de ser como sociedade através de mostrar praticamente uma maneira de vier em comunidade.
  2. Específicos: 1. Sexo: se deve modelar e viver uma vida de pureza sexual não baseada em ter mais vergonha e pudor que a cultura externa, senão em ter mais gozo, segurança e agrado com a sexualidade. 2. Dinheiro: uma comunidade de pessoas que tomam decisões em relação a sua carreira, gastos e economia, residência sobre a base do serviço antes que a comodidade ou prosperidade pessoal. Modelar uma generosidade radical sem cair no farisaísmo. 3. Poder: a. relações interculturais e interrraciais e compatilhar o poder. B. abertura e humildade para com quem diferimos profundamente.
  3. Relações interpessoais poderosas dentro da comunidade caracterizada pelo ceder de direitos, escutar o outro, perdoar, comprometer-se com a reconciliação e ter atitudes de servo.

Renovação cultural das vocações laicas.

  1. Geral: A diferença chave entre as igrejas missionais com as igrejas da cristandade está na ênfase do discipulado publico: elaborando os distintivos cristãos, contudo, simultaneamente participando ativamente na produção da cultura. Meta: não a participação com assimilação de valores, mas tampouco, separação e monasticismo. Em uma sociedade da cristandade não há necessidade de discutir acerca de como é um cristão ator, empresário, artista, escritor, jornalista, etc. A sociedade é considerada basicamente cristã. A ênfase da igreja esta dedicada ao compromisso pessoal.
  2. Especifico: 1. Retórica geral apóia aos cristãos que se dedicam a seu trabalho nos campos vocacionais seculares. 2. Estratégia tripla: a. a analise de uma teologia do reino: ídolos da cultura/sociedade- o que se pode aceitar da cultura, que se aceita, contudo, é reelaborado aquilo que se pesquisa. B. produzir juntos- conectar-se para poder produzir cultura, ajudar-se mutuamente para poder excelência. C. nutrir e apoiar temas particularmente pastorais no campo.

Consciência de reino global como igreja.

Geral: Durante a época da cristandade, as igrejas se definiam a si mesmas em contraposição com outras igrejas, não em relação ao mundo. Existia um sectarismo e territorialismo generalizado. Por outro lado, a unidade da igreja é um fator profundamente missional – Joao 17- . Quando for possível, devemos buscar mostrar ao mundo nossa unidade.

Específico: 1. Ao nível local, tratar de cooperar ao máximo com outras igrejas sem comprometer a integridade – as diferenças teológica são importantes. 2. Especialmente devemos ver a necessidade de escutar as igrejas emergentes da Africa, America Latina e Asia. Tem tanto para ensinarmos a eles e eles a nós. Os devemos tratar com deferência. Com? A. A educação teológica compartilhada. B. cooperação entre iguais no campo missionário, não um modelo americano de envio de missionários 3. Intensivo inicio de igrejas em todas as partes para poder criar corpos missionários conscientes de trabalhar pelo reino. É muito mais fácil iniciar uma nova igreja com as sete marcas da igreja missional que intentar renovar uma velha igreja. O modelo da cristandade iniciou poucas igrejas em nosso próprio país.

Fonte: Manual de Plantadores de Igrejas –em espanhol-.

2 comentários:

  1. Irmãos,
    Boa Tarde.

    Há, por acaso, este manual em português para ser comprado (pergunta) rbaxterowen@gmail.com

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